Ele sacudiu a cabeça, tentando desesperadamente manter o equilíbrio, mas estava claro que aquele golpe havia destruído completamente a defesa de Marcelo.
O sangue escorria incessantemente da parte de trás da cabeça de Marcelo, gotejando no chão em um ritmo sinistro.
O líquido vermelho formava uma pequena poça aos seus pés.
Nesse momento, o homem loiro empurrou com força.
Marcelo desabou no chão sem forças para resistir.
Imediatamente depois.
Punhos, pés e bastões caíam sobre ele como uma chuva torrencial.
Naquela altura, Marcelo só conseguia proteger a cabeça instintivamente.
O abdômen foi atingido por vários chutes brutais; uma dor aguda irradiou de suas costelas e um gosto metálico e doce invadiu sua boca.
Em questão de poucos segundos, o corpo de Marcelo já estava coberto de ferimentos.
O homem loiro, cobrindo o nariz que sangrava pelo golpe anterior de Marcelo, ainda não se sentia vingado e avançou para desferir mais alguns chutes cruéis.
Ele gritou com ódio:
— Seu desgraçado... Quero ver você ser arrogante agora!
Ele continuou, zombando:
— Olha para esse estado deplorável. Ainda consegue bancar o valente?
Enquanto Marcelo era espancado, Aline conseguiu acesso às imagens de segurança da boate através de seu pai e, chamando Beatriz e os guarda-costas da família, correu para o local.
O carro de Aline freou bruscamente na entrada do "Samba e Cerveja"; ela e Beatriz saltaram apressadamente, seguidas por vários seguranças da família Martins.
Através dos contatos, o pai de Aline havia descoberto que aquele foi o último local onde Marcelo apareceu.
Ela apontou:
— É aqui!
Aline e Beatriz entraram e vasculharam o local várias vezes, mas não viram nem sinal de Marcelo.
Beatriz estava tão ansiosa que as lágrimas quase transbordavam de seus olhos.
Justamente nesse momento, um segurança que notou a movimentação do grupo se aproximou.
Aline agarrou o braço do segurança da boate que vinha em direção a elas e perguntou com urgência:
— Olá, estamos procurando um amigo nosso.


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