O telefone tocou por muito tempo, ninguém atendeu, e a chamada caiu na caixa postal.
A primeira vez não significava muito.
Mas ele ligou várias vezes seguidas e ninguém atendeu.
A expressão de Gustavo ficava cada vez pior; ele encarava a tela fixamente, com os lábios apertados, mas não disse nada e ligou para Marcelo.
Dessa vez, o toque soou apenas duas vezes antes de ser desligado secamente.
Parecia que uma corda havia se rompido em seu cérebro.
Gustavo tremeu de raiva e arremessou o celular com força.
O aparelho caiu no chão, e a tela frágil se estilhaçou instantaneamente, refletindo o rosto distorcido de Gustavo naquele momento.
— Canalhas! Uma família inteira de canalhas!
Marcelo, tudo bem, desde o casamento, aquele genro nunca havia demonstrado muita simpatia por ele.
Além disso, ele era filho de Gervásio; dizer que ele não sabia nada sobre o que Gervásio estava fazendo contra a família Oliveira era impossível.
Gustavo não acreditava nisso.
Talvez aquele garoto tivesse até ajudado bastante nos bastidores.
O que deixou Gustavo ainda mais furioso e desolado foi o fato de Amália não atender o telefone.
Se havia alguém nesta família a quem Gustavo sentia que tinha dado tudo, era sua filha adotiva.
Desde pequena, ele tratou Amália como a joia da coroa.
Mesmo depois que Aeliana foi reconhecida, ele nunca a tratou mal.
Deu-lhe o melhor em comida e roupas, e até quando ela agiu de forma obstinada e quase matou Beatriz, ele escolheu protegê-la, fazendo sua filha biológica levar a culpa por ela.
Mas e no final?
O mundo da família Oliveira estava desabando, eles estavam prestes a ir para a rua, e o último resquício de dignidade estava sendo pisoteado.


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