Gustavo ainda estava imerso na alegria de ter escapado da ruína.
As palavras de Rodrigo foram como um balde de água fria em sua felicidade.
Gustavo olhou para Rodrigo com evidente desagrado.
— Precipitada...
— Onde fui precipitado?
— Você não viu a situação agora há pouco?
— Hesitamos por apenas alguns segundos e perdemos cinquenta milhões!
— Se hesitássemos mais, os cem milhões virariam setenta!
— Rodrigo, você sabe o que esses cem milhões significam para a família Oliveira?
Não eram apenas cem milhões!
Era o dinheiro que salvaria a vida do Grupo Oliveira!
Na sua opinião, ele havia protegido demais Rodrigo, seu filho mais velho.
Era fácil falar sem ter que fazer nada. Mandou-o buscar investimentos, e ele voltou sem um centavo, e ainda ficava ali criticando.
Se Rodrigo fosse tão competente, ele não precisaria ter se humilhado tanto pedindo dinheiro aos outros.
Com o acúmulo de frustrações, Gustavo estava cheio de raiva ao olhar para Rodrigo.
Rodrigo sentiu-se exasperado com a visão limitada de Gustavo.
— Claro que sei o que esses cem milhões significam para nós.
— Mas, pai, você já pensou em outra contabilidade?
— Provavelmente você não sabe qual é a relação atual entre Aeliana e Jocelino...
— Pois eu lhe digo: encontrei os dois por acaso durante uma viagem de negócios. O anel que Aeliana usava é do mesmo modelo que o anel na mão de Jocelino agora.
— Você deve saber o que isso significa.
Rodrigo interrompeu Gustavo o tempo todo justamente por causa disso.
Mas não esperava que Gustavo não entendesse suas indiretas.
Ele concordou impulsivamente com as condições, assinou o contrato e agora não podia voltar atrás.



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