Com um cheiro discreto de pinho frio do corpo dele pairando em seu nariz, Aeliana não pôde deixar de erguer a cabeça para olhá-lo.
— Adicionar pessoas não será muito incômodo para você? Se precisar de alguma ajuda minha, por favor, me avise.
Afinal, esse assunto era dela.
Jocelino já a havia ajudado muito, e Aeliana queria fazer o possível para aliviar a pressão sobre ele.
Mas a consideração de Aeliana, aos olhos de Jocelino, parecia falta de confiança nele.
Ele soltou uma risada debochada, segurou o queixo dela com a mão e falou em tom dominador.
— Tá tudo comigo, relaxa. Apenas faça o que você quer fazer e deixe o resto comigo.
Aeliana não conseguiu conter o riso e provocou intencionalmente:
— Você é tão confiável, será que devo lhe dar o prêmio de "Melhor Noivo"?
Jocelino semicerrou os olhos e, de repente, virou-se, pressionando-a contra o sofá:
— Não precisa de prêmio...
Ele abaixou a cabeça e sussurrou no ouvido dela.
— Você pode me agradecer de outra maneira.
As orelhas de Aeliana esquentaram e ela o empurrou:
— Jocelino! Estou falando sério com você!
Jocelino insistiu:
— Eu também estou falando sério.
Aeliana revirou os olhos para Jocelino, riu e inclinou-se para trás, tentando escapar.
O cabelo roçou no sofá de couro, emitindo um som suave.
Jocelino avançou, com o joelho afundando na almofada do sofá, cercando-a novamente enquanto ela tentava fugir.
— Para onde quer fugir?
Aeliana argumentou:
— Eu não queria fugir.


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