Olhando assim, um homem bonito e uma mulher linda, os dois até que combinavam bastante.
Não era de se estranhar que Kelly tivesse entendido errado.
— Será que estou longe do Vale Tropical há muito tempo? Como é que não conheço ninguém?
— Quem é esse bonitão?
— Ele não deve ser do nosso Vale Tropical, né?
— Caso contrário, um gato desse nível não poderia ser totalmente desconhecido no nosso círculo.
Antônia não sabia explicar, mas sentia que tinha perdido muitas fofocas.
Kelly balançou a cabeça com desdém:
— Quem sabe? De qualquer forma, só sei que ele é o outro cara com quem ela tá saindo por trás do Jocelino!
Como se tivesse pensado em uma péssima ideia, os olhos de Kelly giraram maliciosamente.
Em seguida, ela pegou o celular, tocou na tela e encaminhou a foto que acabara de tirar para Jocelino, anexando uma frase.
[Jocelino, que coincidência! Saí para jantar com uma amiga e acabei vendo a Srta. Oliveira tomando café com um cara.]
[Não sei qual é a relação desse rapaz com a Srta. Oliveira, mas ele é bem bonito. Você conhece, Jocelino?]
Antônia observou todo o processo enquanto ela digitava o texto e sentiu uma repulsa imediata.
A educação que recebeu desde pequena lhe dizia que o comportamento de Kelly, fotografando os outros escondido, não parecia muito correto.
Mas ela também sabia que Kelly gostava de Jocelino há muitos anos; como amiga, será que não deveria se intrometer?
Antônia hesitou em seu coração se deveria aconselhar Kelly.
Ela olhou para Kelly e perguntou em voz baixa:
— Kelly, para quem você vai mandar essa foto...?
Kelly olhou para a foto com satisfação, curvando os lábios em um sorriso frio:
— Claro que vou mandar para quem deve ver.
Para quem deve ver.
Isso significava Jocelino.


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