— Bom trabalho. — Disse a voz misteriosa.
— No entanto, aconselho você a manter a cautela.
— O seguro morreu de velho. Não deixa a arrogância te derrubar.
Se Gervásio fosse descoberto, o problema seria menor, mas se atrapalhasse os planos dele, a pessoa misteriosa não hesitaria em virar as costas.
Gervásio entendeu a insinuação.
Devido à autoridade daquele indivíduo, Gervásio não podia reclamar, mesmo estando descontente.
Ele estreitou os olhos:
— Pode ficar tranquilo. Comigo no comando, ele não vai causar problemas.
— Com o mercado já abalado e a confiança no chão, basta mais um empurrão e eles ou pedirão falência e liquidação, ou...
— ... implorarão para que alguém os compre.
Quanto a quem eles implorariam para ser comprados, ambos sabiam muito bem.
A pessoa misteriosa do outro lado da linha pareceu satisfeita com a resposta.
Ele disse calmamente:
— Assim é melhor.
— Lembre-se do requisito que mencionei. O que eu quero não é a falência da família Oliveira, mas que ela mude completamente de dono.
Gervásio assentiu:
— Claro, eu me lembro do nosso acordo.
Ele pousou a taça de vinho, com um tom de voz ansioso:
— Mas, o senhor prometeu que liberaria os recursos e o grande investimento para o Grupo Costa após o sucesso...
A pessoa misteriosa o interrompeu:
— Pode ficar tranquilo. Depois que o trabalho for feito, não faltará um centavo.
O sorriso de Gervásio se aprofundou:
— Então, vamos celebrar antecipadamente o sucesso da nossa cooperação.
A pessoa misteriosa não respondeu ao brinde, apenas disse friamente:
— Não comemore antes da hora. A família Oliveira ainda não caiu.
O telefone foi desligado abruptamente, restando apenas o som de ocupado.

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