A defesa de Rodrigo soou aos ouvidos de Gustavo como uma acusação velada.
Ele se virou bruscamente, olhando para Rodrigo com um olhar penetrante.
— Você está me acusando de má gestão agora?
Rodrigo ficou sem palavras.
O pai sabia muito bem que não era essa a sua intenção.
— Pai! Eu estou apenas constatando os fatos.
— Temos pouco tempo agora, temos certeza de que queremos ficar aqui discutindo tópicos sem sentido?
— Nossa prioridade imediata é lidar com a indenização!
— Mas antes disso, precisamos descobrir se há alguém agindo nos bastidores.
Afinal, não sabiam se o oponente tinha mais cartas na manga.
Enquanto o mandante não fosse descoberto, a família Oliveira não teria um dia de paz nos negócios.
Gustavo riu friamente, achando que era fácil para Rodrigo falar.
— Você sabe que essa indenização não é pequena e ainda me incita a ofender Gervásio!
— Você tem noção de quanto teremos que pagar desta vez? Quinze milhões de reais!
O fluxo de caixa da empresa já estava apertado; com essa saída de dinheiro, Gustavo temia que a sede não conseguisse pagar os salários no mês seguinte.
Ele voltou para sua mesa e sentou-se pesadamente.
— Eu ainda contava que Gervásio pudesse nos ajudar com essa indenização, e agora você quer que eu o ofenda? Quem mais poderia nos ajudar?
Rodrigo franziu a testa; o pai ainda contava com a ajuda da família Costa?
Vendo o pai confiar tanto em Gervásio, Rodrigo sentiu que aquilo não era um bom presságio.
— Pai, Gervásio não tem boas intenções.
— Ele já estava comprando nossas ações antes.
— Agora, com esse problema na empresa e as ações caindo, pode ser que seja Gervásio quem está por trás disso.
— O objetivo é engolir o Grupo Oliveira!
Vendo que o filho continuava obstinado, Gustavo enfureceu-se.

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