Enquanto isso, Henrique, que havia participado de várias festas liberais com a Sra. Rabelo, começava a sentir que algo não estava certo com seu corpo.
Henrique desconfiava que aquilo podia ser consequência de ter passado dos limites na diversão.
Mas logo percebeu que a situação não era tão simples assim.
Os sintomas já persistiam há algum tempo.
Há uma semana, Henrique começou a sentir um mal-estar físico.
Por vários dias consecutivos, sentiu uma dor latente no baixo ventre e uma ardência insuportável ao urinar.
No início, Henrique achou que fosse apenas excesso de álcool, mas, ao trocar de roupa naquela manhã, o pânico se instalou.
Ele descobriu, horrorizado, que haviam surgido manchas vermelhas na parte interna da coxa, e a região íntima estava vermelha e inchada.
Henrique pesquisou os sintomas na internet imediatamente e o resultado o fez tremer de frio.
Gonorreia, sífilis, HPV.
Ele poderia ter qualquer uma delas.
Aquilo fez Henrique sentir como se tivesse caído em um buraco de gelo.
O mais aterrorizante era que ele não tinha a menor ideia de quem o havia contagiado.
Seria a esposa daquele joalheiro na semana passada?
Ou a modelo que conheceu no iate mês passado?
Ou talvez...
Qualquer outra pessoa...
Ele sentou na beira da cama, sentindo pontadas de dor nas partes íntimas, o que fez suor frio brotar em sua testa.
Henrique encarou a tela do celular, o dedo hesitando sobre a lista de contatos por um longo tempo, até que finalmente discou para Felipe.
O telefone tocou por muito tempo antes de ser atendido.
— Alô?
A voz de Felipe carregava um cansaço evidente e impaciência; ao fundo, ouvia-se o zumbido suave de equipamentos de laboratório.
— Felipe... Você tem um tempo livre agora?
Ao fazer essa pergunta, Henrique, na verdade, não tinha muitas esperanças.
Ele conhecia bem a personalidade do irmão; Felipe valorizava o trabalho e a carreira acima de tudo.


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