Simone praticamente apontou o dedo para dizer quem estava ofendendo.
— Bang!
Eduardo bateu o copo na mesa com força de café com força, fazendo a base de porcelana estalar contra a mesa.
— Simone! — A voz de Eduardo era fria e grave. — Se você não sabe falar coisas boas, saia daqui. Não precisamos ouvir essas asneiras.
Simone engasgou. A autoridade de Eduardo sobre ela a fez olhar instintivamente para o marido, Reinaldo.
Reinaldo limpou a boca devagar, ignorando os sinais de Eduardo e Heloisa, e nem sequer levantou as pálpebras para encobrir Simone.
— Pai, a Simone só é direta, ela não teve má intenção.
Eduardo soltou um riso frio:
— Direta? Eu vejo é má intenção!
Ele lançou um olhar afiado para o segundo filho.
— Reinaldo, controle a boca da sua esposa. Se eu ouvir mais uma palavra desagradável...
Eduardo fez uma pausa, enfatizando cada sílaba:
— A sua família não precisará mais sentar a esta mesa.
O silêncio na sala de jantar era total.
Reinaldo finalmente levantou a cabeça, e um traço de sombra passou por seus olhos:
— Pai, o senhor está exagerando. A Simone só disse algumas verdades, e o senhor fica tão irritado assim?
Ao pensar nas ações que Eduardo havia distribuído para Jocelino, Reinaldo sentia uma raiva incontrolável.
Naquele momento, ele não tinha medo de ofender Eduardo ou a família de Jocelino, e falou suas indiretas sem nenhum freio.
— Além do mais, eu acho que a Simone não disse nada de errado.
— As condições da Srta. Oliveira realmente deixam a desejar para o Jocelino.
— E a Srta. Oliveira e o Jocelino acabaram de noivar, não é nada garantido ainda.
Ele olhou para Aeliana de forma insinuante.
— O senhor precisa mesmo ficar tão furioso com a gente por causa de uma pessoa de fora? Não sei o que o senhor está pensando.
— Aeliana, não leve para o coração. Tem gente que não suporta ver a felicidade dos outros.
Aeliana pegou a tigela e disse suavemente:
— Obrigada, senhora. Eu estou bem.
Eduardo, ainda com resquícios de raiva, bufou:
— O Reinaldo tem perdido a noção cada vez mais ao longo dos anos!
Não era tudo por causa daquela questão das ações?
Será que achavam que ele, Eduardo, estava velho e senil a ponto de não perceber uma intenção tão óbvia?
A família de Reinaldo tinha vindo claramente para atacar ele e Jocelino, mas coitada da Aeliana, que foi usada como alvo e sofreu aquele ataque gratuito.
Ao pensar nisso, o olhar de Eduardo para Aeliana carregou-se de culpa.
Ele olhou para a jovem e suavizou o tom:
— Menina, fique tranquila. Desta vez foi um descuido meu. De agora em diante, enquanto eu estiver aqui, jamais deixarei ninguém te intimidar.

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