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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 646

Ele aproveitou o momento para segurar a mão dela, entrelaçando os dedos:

— Então, estamos de bem agora?

Aeliana soltou um leve murmúrio:

— Por enquanto. O resto vai depender do seu desempenho.

O olhar de Jocelino escureceu ligeiramente. De repente, ele a puxou para perto, segurando firme a cintura dela com a outra mão.

— Esse tipo de desempenho... é suficiente?

Sua respiração estava a centímetros de distância, o hálito quente roçando os lábios dela.

Aeliana prendeu a respiração instintivamente, os dedos se contraindo levemente:

— Jocelino, estamos na porta do elevador...

E se alguém descesse?

— Hm.

Jocelino respondeu, mas não se moveu um milímetro.

— E então?

Aeliana ficou sem palavras.

Ela estava prestes a falar quando o elevador soltou um som de chegada.

Um vizinho do mesmo prédio saiu puxando um cachorro. Ao ver a postura dos dois, tossiu de constrangimento.

— Hã... boa noite...

Aeliana empurrou Jocelino instantaneamente, com as orelhas queimando de vergonha:

— ... Boa noite.

Jocelino manteve a expressão inalterada e até acenou com a cabeça para o homem.

Quando o vizinho se afastou, Aeliana lançou-lhe um olhar fulminante:

— Você fez de propósito?

Jocelino ergueu uma sobrancelha:

— De propósito o quê?

Aeliana bufou, desistindo de discutir, e virou-se para chamar o elevador.

Jocelino a seguiu, com a voz carregada de riso:

— Suas orelhas estão vermelhas.

A mão de Aeliana tremeu, quase apertando o andar errado:

— ... Cala a boca.

Ao chegarem ao andar de Aeliana.

Jocelino a abraçou por trás, relutante em soltá-la.

Como já estavam na porta dela e o condomínio possuía um apartamento por andar com elevador privativo, não havia preocupação com outros vizinhos vendo.

Aeliana não disse nada.

— Aeliana.

— Está com saudade de mim?

Aeliana revirou os olhos.

— Cai fora!

Aquele jeito presunçoso de Jocelino era irritante demais. Aeliana ameaçou chutá-lo.

Jocelino desviou facilmente, rindo baixo:

— Até amanhã.

— Até amanhã.

As portas do elevador se fecharam gradualmente. Aeliana observou a figura de Jocelino desaparecer e os cantos de seus lábios se curvaram involuntariamente para cima.

Enquanto isso, Amália havia retornado para a família Costa.

Ao contrário de antes, ela não estava mais sob confinamento rigoroso e tinha muito mais liberdade dentro da propriedade.

Do lado de fora da janela, uma chuva fina caía. As plantas do jardim brilhavam lavadas pela água, e as gotas escorriam pelas folhas, manchando o caminho de pedra com um tom escuro.

Amália estava sentada perto da janela panorâmica da sala, segurando um copo de leite quente, observando o jardim silenciosamente.

Já haviam se passado duas semanas desde que ela retornara da família Oliveira para a mansão dos Costa.

Comparado ao confinamento logo após o casamento, sua liberdade de movimento era agora muito maior.

Ela podia andar à vontade pela mansão e até ocasionalmente sair para caminhar acompanhada por empregados.

No entanto, a atitude de Camila e Marcelo para com ela permanecia fria e distante.

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