Ele aproveitou o momento para segurar a mão dela, entrelaçando os dedos:
— Então, estamos de bem agora?
Aeliana soltou um leve murmúrio:
— Por enquanto. O resto vai depender do seu desempenho.
O olhar de Jocelino escureceu ligeiramente. De repente, ele a puxou para perto, segurando firme a cintura dela com a outra mão.
— Esse tipo de desempenho... é suficiente?
Sua respiração estava a centímetros de distância, o hálito quente roçando os lábios dela.
Aeliana prendeu a respiração instintivamente, os dedos se contraindo levemente:
— Jocelino, estamos na porta do elevador...
E se alguém descesse?
— Hm.
Jocelino respondeu, mas não se moveu um milímetro.
— E então?
Aeliana ficou sem palavras.
Ela estava prestes a falar quando o elevador soltou um som de chegada.
Um vizinho do mesmo prédio saiu puxando um cachorro. Ao ver a postura dos dois, tossiu de constrangimento.
— Hã... boa noite...
Aeliana empurrou Jocelino instantaneamente, com as orelhas queimando de vergonha:
— ... Boa noite.
Jocelino manteve a expressão inalterada e até acenou com a cabeça para o homem.
Quando o vizinho se afastou, Aeliana lançou-lhe um olhar fulminante:
— Você fez de propósito?
Jocelino ergueu uma sobrancelha:
— De propósito o quê?
Aeliana bufou, desistindo de discutir, e virou-se para chamar o elevador.
Jocelino a seguiu, com a voz carregada de riso:
— Suas orelhas estão vermelhas.
A mão de Aeliana tremeu, quase apertando o andar errado:
— ... Cala a boca.
Ao chegarem ao andar de Aeliana.
Jocelino a abraçou por trás, relutante em soltá-la.
Como já estavam na porta dela e o condomínio possuía um apartamento por andar com elevador privativo, não havia preocupação com outros vizinhos vendo.
Aeliana não disse nada.
— Aeliana.
— Está com saudade de mim?
Aeliana revirou os olhos.
— Cai fora!
Aquele jeito presunçoso de Jocelino era irritante demais. Aeliana ameaçou chutá-lo.
Jocelino desviou facilmente, rindo baixo:
— Até amanhã.
— Até amanhã.
As portas do elevador se fecharam gradualmente. Aeliana observou a figura de Jocelino desaparecer e os cantos de seus lábios se curvaram involuntariamente para cima.
Enquanto isso, Amália havia retornado para a família Costa.
Ao contrário de antes, ela não estava mais sob confinamento rigoroso e tinha muito mais liberdade dentro da propriedade.
Do lado de fora da janela, uma chuva fina caía. As plantas do jardim brilhavam lavadas pela água, e as gotas escorriam pelas folhas, manchando o caminho de pedra com um tom escuro.
Amália estava sentada perto da janela panorâmica da sala, segurando um copo de leite quente, observando o jardim silenciosamente.
Já haviam se passado duas semanas desde que ela retornara da família Oliveira para a mansão dos Costa.
Comparado ao confinamento logo após o casamento, sua liberdade de movimento era agora muito maior.
Ela podia andar à vontade pela mansão e até ocasionalmente sair para caminhar acompanhada por empregados.
No entanto, a atitude de Camila e Marcelo para com ela permanecia fria e distante.

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