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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 644

Pensando bem, todo esse tempo foi ela quem entendeu errado.

Então, naquele dia, Jocelino estava preparando uma surpresa de aniversário para ela.

Ela baixou os olhos, com a voz baixa:

— ...Então por que você não me contou logo?

Ela perguntou, e ele ainda escondeu dela.

Jocelino soltou o queixo dela e beliscou carinhosamente sua bochecha com a ponta dos dedos.

— Eu realmente errei nisso.

— Mas na hora meu cérebro não raciocinou direito, eu pensei que tinha que ser uma surpresa para você.

— Se eu contasse, que tipo de surpresa seria?

Mas, na verdade, quando ele percebeu que algo estava errado, deveria ter explicado a Aeliana imediatamente.

Assim, não teriam passado por toda essa confusão.

Aeliana mordeu o lábio em silêncio, aceitando a explicação de Jocelino.

Jocelino olhou para as pontas das orelhas dela, levemente avermelhadas.

Agora que o mal-entendido estava resolvido, ele não precisava mais ficar em guerra fria com Aeliana.

Jocelino estava de ótimo humor; de qualquer ângulo que olhasse, achava Aeliana adorável.

Ele murmurou baixinho:

— Aeliana, por que você tem tão pouca confiança em mim?

Aeliana levantou os olhos e o encarou:

— Quem mandou você agir de forma sorrateira?

Qualquer pessoa normal que visse aquela cena teria terminado o namoro na hora. Se não fosse porque, no fundo, Aeliana confiava em Jocelino, com a personalidade dela, eles provavelmente não teriam chegado até aqui.

Jocelino riu:

— Ok, erro meu.

Ele estendeu a mão e a puxou para seus braços, apoiando o queixo no topo da cabeça dela.

— Não vai acontecer de novo.

Aeliana ficou atordoada com o abraço repentino e instintivamente tentou empurrá-lo, mas ele a abraçou ainda mais forte.

— Jocelino... — Ela protestou com a voz abafada.

— Hum. — Ele respondeu, com um sorriso na voz. — Me deixe te abraçar um pouco.

Aeliana tentou se soltar, não conseguiu, então desistiu e permitiu que ele a abraçasse.

Fora do carro, a chuva caía, mas dentro estava quente e silencioso.

Não demorou muito.

O queixo de Jocelino estava apoiado no ombro de Aeliana, sua bochecha colada ao pescoço dela, e sua voz saiu abafada, parecendo um pouco deprimida.

— Aeliana, da próxima vez, não vamos mais ficar em guerra fria.

— Você não sabe o quanto esse tempo foi difícil para mim.

Jocelino não soltou, pelo contrário, abraçou-a mais forte, com a voz rouca.

— Senti sua falta.

Uma frase simples, mas que fez o coração de Aeliana falhar uma batida.

Na verdade, durante esse tempo, ela também sentiu muita falta de Jocelino.

Ela mordeu o lábio e, no fim, não o empurrou mais, apenas disse baixinho:

— ...Infantil.

Jocelino riu baixo, seu hálito quente roçando a orelha dela:

— Eu só sou infantil com você.

Esse jeito familiar, manhoso e sem vergonha, fez Aeliana achar graça e sentir-se resignada ao mesmo tempo.

...

Muito tempo depois, Aeliana falou suavemente:

— Na verdade... eu não duvidei de você de verdade.

Jocelino murmurou:

— Hum?

Ela disse com a voz muito baixa:

— Você sabe que passei por muitas traições na primeira metade da minha vida, então... quando vi aquela cena... Não consegui controlar minhas emoções e instintivamente quis fugir.

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