Beatriz ficou em silêncio.
Embora ela também achasse que o assunto poderia ter alguma relação com Santiago.
No entanto, para os dois chegarem ao ponto de uma guerra fria.
Não era uma questão tão simples quanto apenas ciúmes.
Aline franziu a testa e, de repente, bateu na mesa.
— Não! Eu tenho que procurar Jocelino e tirar isso a limpo!
Beatriz segurou-a rapidamente.
— Não vá arranjar confusão!
Aline não se conformou:
— Como assim confusão? Se eles continuarem nessa guerra fria, vai acabar dando ruim!
— Eu não quero que outra pessoa seja minha família, eu só aceito a Aeliana.
Beatriz suspirou.
— Mas em assuntos do coração, a intromissão de terceiros pode atrapalhar.
— É melhor deixar que Aeliana e o Sr. Barreto resolvam isso entre eles.
— Se você for lá de forma imprudente, e se acabar piorando tudo?
Aline fez bico e murmurou baixinho:
— Mas eu não aguento ficar só olhando...
— Eles combinam tanto, seria um desperdício se separarem por um mal-entendido!
Aline tomou um gole grande de água e, de repente, seus olhos brilharam.
— Que tal assim! Vamos achar uma oportunidade para reunir os dois, e eles esclarecem qualquer mal-entendido cara a cara!
Beatriz disse, impotente:
— Você acha que a Aeliana vai concordar?
Aline sorriu com astúcia.
— Aí depende da minha habilidade!
— Eu tenho um plano infalível!
Enquanto isso, Jocelino voltava à mansão antiga para visitar Eduardo e Heloisa, como de costume.
A frase parou no meio.
Eduardo viu Jocelino parado sozinho sob a varanda, impecável em seu terno, mas com o rosto frio como gelo.
Eduardo franziu a testa, olhou para trás dele e viu que estava vazio; no enorme quintal, via-se apenas Jocelino parado sozinho na porta.
— A Aeliana não veio com você?
Ao ouvir Eduardo perguntar por Aeliana.
Jocelino apertou os lábios finos e não disse nada.
Heloisa percebeu que o clima estava errado e tentou apaziguar rapidamente.
— Jocelino, a Aeliana viajou a trabalho de novo?
— Ou ela foi cuidar da carreira e não teve tempo de vir com você hoje?
Jocelino continuou em silêncio, apenas caminhou até a cadeira ao lado de Eduardo e se sentou, com o olhar pesado fixo na superfície da água.
Vendo-o daquele jeito, Eduardo sentiu o sangue subir.
— Por que você está com essa cara feia, moleque? Não ouviu eu e sua mãe falando com você?
— O que aconteceu afinal? É coisa da empresa ou tem a ver com a Aeliana?

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