Aeliana sorriu, mas não respondeu.
Aline convidou Aeliana e Beatriz para um café da tarde.
Aeliana estava ocupada ajudando Santiago com uma investigação recentemente e não tinha tempo.
Então, no final, apenas Aline e Beatriz foram ao encontro.
Aline mexia o canudo em seu café, suspirando de tédio.
— Aeliana está ocupada demais, quantas vezes ela já nos deu o bolo?
Beatriz mordia o canudo e respondeu com um resmungo vago:
— Hum.
— Parece que ela está ajudando um amigo a investigar um caso ultimamente.
Beatriz a vira algumas vezes quando descia para jogar o lixo.
— Investigar um caso?
Aline inclinou a cabeça, confusa.
— Quem?
— Desde quando a Aeliana tem um amigo policial?
— Acho que é recente.
Beatriz também não sabia ao certo quando Aeliana e Santiago tinham se conhecido.
Só sabia que, ultimamente, Santiago vinha buscar Aeliana no térreo, faça chuva ou faça sol.
— Ouvi a Aeliana dizer que ele é da Polícia Civil, e que eles se conhecem desde pequenos.
Uau.
Então eram amigos de infância?
— Policial Civil?
Aline ficou interessada.
— Ele é bonito?
Beatriz assentiu:
— Bem bonito.
E era aquele tipo de beleza correta que agradava à maioria das pessoas.
Aline perguntou casualmente, afinal, crescendo no círculo social delas, não faltavam homens bonitos. Ela se aproximou de Beatriz sorrindo e brincou:
Aline arregalou os olhos, fez um bico de injustiçada e reclamou:
— Como eu ia perceber! Desde que a Aeliana saiu do hospital, faz tempo que não vejo vocês, como eu saberia o que acontece entre eles? O que está acontecendo afinal? Pare de fazer mistério! Me conta logo!
Aline sentia que ia morrer de ansiedade por causa de Beatriz.
Beatriz hesitou um pouco, mas acabou contando a Aline o que tinha acontecido recentemente entre Aeliana e Jocelino.
— Acredito que começou há algumas noites.
— Aeliana voltou da casa de Jocelino com um humor péssimo, parecia que tinha perdido a alma.
— Eu nunca vi a Aeliana com aquela expressão, nem quando a família Oliveira a intimidava ela ficava tão desolada.
Aline abriu a boca, chocada.
Todas sabiam como era a personalidade de Aeliana: sempre emocionalmente estável e calma.
Para alguém assim demonstrar tal expressão, a coisa era séria.
Em seguida, Aline ouviu Beatriz continuar:
— No começo, achei que a Aeliana tivesse tido algum problema no trabalho.
— Mas aí, naquele dia, eu e a Aeliana descemos para comer e encontramos Jocelino no elevador...

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