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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 592

Pai casa de novo e some o pai antigo.

Comparado a Santiago, o pai dele claramente preferia que o filho nascido depois herdasse as empresas da família Laginha.

Aeliana sentiu um aperto no coração.

Ela não imaginava que, após sua partida, a família Laginha tivesse passado por tantas reviravoltas.

— Então você foi ser policial?

Santiago sorriu, um sorriso que parecia carregar um certo alívio.

— Eu precisava fazer algo. E também...

Ele fez uma pausa.

— Ao investigar casos, consigo ver a verdade sobre a natureza humana e ajudar muitas pessoas. Acho isso interessante.

Aeliana olhou para ele, subitamente sem saber o que dizer.

— E a vovó Valentina? — Perguntou ela em voz baixa.

— Faleceu no ano passado, foi muito serena.

Ao mencionar a avó, o tom de Santiago suavizou-se.

— Antes de partir, ela ainda falou de você, disse que não sabia se você estava vivendo bem.

Aeliana sentiu o nariz arder e baixou a cabeça para esconder a emoção.

Santiago olhou para ela e perguntou de repente:

— E você? Com seus pais biológicos... está tudo bem?

Aeliana ergueu os olhos, encontrou o olhar preocupado dele e sorriu.

— Tudo ótimo.

Aeliana não tinha o hábito de se queixar.

Ela não mencionou as mágoas e dificuldades daqueles anos, apenas passou por cima do assunto com leveza.

Santiago parecia querer dizer algo, mas acabou apenas assentindo:

— Que bom.

Durante os intervalos da conversa.

Nenhum dos dois percebeu.

Na sombra diagonal oposta ao pequeno restaurante onde jantavam, havia um homem de boné encostado na parede, brincando com um celular.

Seu olhar atravessava a multidão, fixo na mesa perto da janela.

Aeliana inclinou-se levemente, com os dedos tocando suavemente o braço de Santiago, parecendo confortá-lo.

— Se elas vissem você agora, certamente estariam muito orgulhosas.

Os olhos de Santiago brilharam levemente, mas ele apenas sorriu.

— Se soubessem que te reencontrei, também ficariam muito felizes.

Aeliana entrou no carro e observou pelo retrovisor a figura de Santiago se afastando aos poucos.

Aeliana chegou em casa bem na hora do jantar.

Ela tinha acabado de comer com Santiago, então não estava com fome.

No entanto, havia prometido a Jocelino que lhe faria companhia, e Aeliana não podia dar um bolo nele.

Pelo menos subiria para conversar um pouco.

Quando Aeliana abriu a porta da casa de Jocelino, a sala estava iluminada apenas por uma luminária de chão amarelada.

Jocelino estava sentado no sofá, segurando um documento. Ao ouvir o barulho, ergueu a cabeça.

— Você voltou?

— Sim.

Aeliana trocou os sapatos e sentou-se ao lado dele.

Viu a mesa de jantar ainda intocada.

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