Ao ouvir isso, a atitude de Gustavo amoleceu.
Ele não esperava que essa fosse a intenção de Gervásio.
Comparado a outros, a atitude de desculpas de Gervásio poderia ser considerada muito sincera.
Gustavo sentiu culpa por suas suspeitas anteriores em relação a Gervásio.
Ele realmente havia pensado que Gervásio, assim como seu filho, cobiçava o Grupo Oliveira.
Gervásio aproveitou o momento para reforçar, pedindo desculpas a Gustavo novamente.
— Gustavo, nos conhecemos há tantos anos, quando foi que eu te enganei? Desta vez, o Marcelo realmente errou feio. Eu, como pai, preciso encontrar uma maneira de compensar.
— Sei que nada que eu faça poderá compensar o dano causado à Amália, mas pelo menos é uma demonstração de nossa sinceridade.
A expressão de Gustavo relaxou gradualmente.
— Tudo o que você disse é verdade?
— Claro que é verdade.
Gervásio deu um passo à frente, o tom ainda mais sincero.
— Para ser honesto, a família Costa está indo muito bem. Não temos necessidade de cobiçar a família Oliveira.
— Desta vez, agi apenas porque não suportava ver alguém tentando prejudicar o Grupo Oliveira.
O olhar de Gustavo vacilou e suas dúvidas começaram a se dissipar.
Ele se lembrou do comportamento cooperativo de Gervásio na reunião e da amizade de longa data entre as famílias.
Não pôde deixar de sentir uma pontada de remorso por sua desconfiança.
— Gervásio...
O tom de Gustavo suavizou.
— Eu fui paranoico. Tanta coisa aconteceu ultimamente que minha cabeça está confusa.
Gervásio acenou com a mão rapidamente:
— Não diga isso. No seu lugar, minha reação poderia ter sido ainda mais intensa. No fim das contas, é a família Costa que deve à Amália.
Ele fez uma pausa, com uma expressão genuína:
— Quando a saúde da Amália melhorar, eu trarei o Marcelo pessoalmente para pedir perdão. Até lá, a transferência das ações estará quase concluída e passarei tudo para você.
Essa sequência de argumentos dissipou completamente as suspeitas de Gustavo.
O que havia acontecido?
Ele tinha saído apenas por um momento.
Por que sentia que as coisas estavam tomando um rumo incontrolável?
— Rodrigo.
Gustavo interrompeu o filho, com um tom relaxado.
— O Sr. Costa já me explicou tudo.
— Aquelas ações foram interceptadas por ele para nos ajudar. Assim que a transferência for concluída, ele as passará para nós.
Rodrigo parecia querer dizer algo, mas hesitou:
— Mas...
— Não tem "mas".
Gustavo acenou com a mão.
— Eu conheço o caráter do Sr. Costa. Desta vez, fomos nós que desconfiamos demais.

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