Ao ver Jocelino prestes a sair às pressas, Eduardo apoiou-se na bengala e seguiu-o com passos rápidos.
Heloisa também foi atrás, com o rosto cheio de preocupação.
— Jocelino!
— Espere um pouco!
Heloisa chamou o filho que estava prestes a partir.
Jocelino parou, e ao se virar, a frieza em seu rosto diminuiu um pouco, mas a ansiedade em seus olhos permaneceu.
— O que aconteceu com a Aeliana? Será que houve algum problema?
Eles conheciam a personalidade de Aeliana.
Se tivesse uma emergência e não pudesse vir, ela certamente avisaria com antecedência.
Agora ela havia desaparecido misteriosamente, e Jocelino estava saindo às pressas.
Heloisa, vendo o estado de Jocelino, também começou a ficar aflita.
O olhar dele varreu a preocupação nos rostos de Eduardo e Heloisa.
Jocelino conteve a ansiedade em seu coração e falou com voz grave, tentando manter a calma.
— Vovô, mãe, não se preocupem.
— Aeliana não faltaria sem motivo, pode ter sido algum imprevisto.
Eduardo e Heloisa sabiam como Aeliana era.
O problema agora era que uma pessoa tão centrada havia desaparecido sem deixar rastros.
Eduardo e Heloisa temiam que Aeliana tivesse encontrado algo que não pudesse resolver ou que tivesse sido sequestrada.
Pensando nessa possibilidade, Eduardo franziu a testa e bateu a bengala com força no chão.
— Aquela menina é sempre prudente, mesmo se tivesse algo, avisaria! E o telefone dela? Também não atende?
Jocelino tencionou o maxilar.
— Não consigo contato no momento.
Heloisa franziu a testa, agarrando o braço do filho.
— Será que Aeliana está em perigo? Ela é uma mulher sozinha...
Jocelino também suspeitava que Aeliana pudesse ter sido sequestrada.
Mas Eduardo já tinha idade, e dizer isso só o deixaria mais preocupado.
O Maybach preto corria velozmente por Bossa Lounge.
Jocelino segurava o volante com uma mão, enquanto a outra discava incessantemente o número de Aeliana, recebendo apenas a fria resposta mecânica.
Jocelino apertou o volante com força, a hostilidade transbordando em seus olhos.
O trajeto de 20 minutos foi feito em 10 minutos sob a condução furiosa de Jocelino.
A campainha da casa de Aeliana tocou urgentemente.
Beatriz tinha acabado de colocar uma máscara facial quando ouviu o som frenético na porta.
Parando o que estava fazendo, Beatriz arrastou os chinelos até a porta, intrigada.
Ao levantar a cabeça, viu Jocelino parado ali, com uma expressão assustadoramente sombria.
Beatriz olhou para Jocelino sem entender.
— Sr. Barreto?
— O que faz aqui?
Jocelino, com a voz fria como gelo e sem cumprimentar Beatriz, entrou direto na sala de Aeliana, com o olhar varrendo o local em busca de pistas.

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