— Ocupada a ponto de não ter tempo nem para mandar uma mensagem?
Jocelino bufou levemente, com um tom de insatisfação.
— Quem não sabe pensaria que você fugiu com algum homem selvagem de Nova Aurora.
Afinal, pouco antes, quando ele falava com Aeliana ao telefone, frequentemente ouvia aquele homem chamado Décio falando ao fundo.
No entanto, o objetivo de Jocelino ao dizer isso não era desconfiar de Aeliana, mas sim fazer aquele tipo de conversa entre namorados.
Aeliana lançou-lhe um olhar.
A insatisfação de Jocelino era apenas superficial, ele não parecia nem um pouco zangado.
— Tédio.
A expressão sem palavras de Aeliana fez Jocelino achar inexplicavelmente fofo.
Ele baixou a cabeça e riu baixinho duas vezes, passando o braço casualmente pelos ombros dela.
— Vamos para casa.
...
No carro.
Jocelino segurava o volante com uma mão, a outra apoiada na janela do carro, tamborilando os dedos enquanto conversava com Aeliana.
— Como foi esse tempo de viagem a Nova Aurora?
— Correu tudo bem?
Aeliana encostou-se no banco, descansando os olhos.
Com Jocelino por perto, Aeliana baixou a guarda como não fazia há muito tempo.
Ouvindo a pergunta de Jocelino.
Pensando nos dias em Nova Aurora, Aeliana não sabia dizer se foi tranquilo ou não.
Se dissesse que não foi tranquilo: ela foi a Nova Aurora pelo pingente de jade de Flávia e, no fim, Wallace realmente contou a verdade sobre o pingente.
Se dissesse que foi tranquilo: sobre o veneno de Wallace, até agora Aeliana só tinha chegado à origem da toxina; ainda havia um longo caminho para conseguir curar o veneno de Wallace.
Por fim, Aeliana só pôde usar um "foi ok" para resumir a Jocelino.
Será que essas duas palavras ligaram algum interruptor mágico em Jocelino?
Após a pergunta anterior, Jocelino iniciou uma nova rodada de questionamentos.
— O tratamento foi tranquilo?
— Hum.
— Comeu na hora certa?
— Hum.
— Sentiu minha falta?
— ...Hum.
Ou era Jocelino viajando a trabalho, ou era Aeliana.
Desta vez, Aeliana estimava que ficaria no máximo pouco mais de uma semana.
Depois disso, ela teria que planejar ir investigar aquela coordenada misteriosa.
Após hesitar, Aeliana olhou para Jocelino e contou seus planos futuros.
— Desta vez, devo ficar no máximo cerca de uma semana.
— Depois de uma semana, talvez eu tenha que viajar a trabalho de novo.
Jocelino franziu a testa.
— Já vai embora de novo?
E só poderia ficar no Vale Tropical por uma semana?
O que dava para fazer em uma semana?
Com a carga de trabalho de Jocelino e Aeliana.
Eles mal conseguiriam ter alguns encontros.
— Sim, tem um projeto muito importante para acompanhar, eu também só decidi ontem.
— Tantos projetos assim... por que sinto que você é mais ocupada que eu, o dono de uma empresa listada na bolsa?
Jocelino falou com um tom insatisfeito, e o olhar para Aeliana carregava um certo ressentimento.

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