Amália entrou em um supermercado próximo que tinha banheiro.
Dez minutos depois.
Em uma cabine do banheiro.
Amália segurava o teste, encarando o resultado sem piscar.
Duas linhas vermelhas.
Nitidamente visíveis.
Amália olhava para as linhas, respirando rápido, o peito arfando, sem saber se sentia euforia ou terror.
Ela estava realmente grávida!
Grávida de um filho de Marcelo!
Com os dedos trêmulos, tocou o ventre plano, um sorriso surgindo incontrolável.
Ali, crescia uma vida.
Uma vida com o sangue dela e de Marcelo...
Pela primeira vez mãe, Amália sentiu uma confusão misturada com excitação e alegria.
Essa criança talvez fosse seu maior trunfo para virar o jogo na família Costa.
Afinal...
Por mais que a família Costa a odiasse, não rejeitariam o próprio sangue.
Mas no segundo seguinte, o sorriso congelou.
Desde o casamento.
A atitude de Marcelo e Camila piorava a cada dia.
E essa criança fora fruto de um plano dela.
Marcelo ficaria feliz ao saber?
Aceitaria a criança?
Camila...
Permitiria que ela tivesse o bebê?
Amália sabia bem.
Com o ódio que Camila sentia.
Se a família Costa soubesse agora, a levariam para abortar sem hesitar.
Aí, mesmo que quisessem, não poderiam forçá-la a abortar.
Pensando nisso, tocou a barriga, o olhar firme.
Tinha que dar um jeito.
Enganar Camila e a família Oliveira.
No carro, pensava em uma solução.
Ao abrir a porta de casa, deu de cara com Daniela voltando do jardim.
— Amália?
Daniela parou, franzindo a testa.
— Onde você foi?
A família Costa tinha ordenado que, enquanto Amália estivesse ali, não podia sair à toa para não causar problemas.
O coração de Amália pulou, mas ela sorriu docemente.
— Mãe, fui ao shopping com umas amigas, acabei de voltar.
Daniela olhou para a sacola, franzindo a testa.

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