Coincidentemente, a Sra. Rabelo gostava exatamente desse estilo.
As unhas da Sra. Rabelo estavam pintadas com um esmalte vermelho vivo; as pontas dos dedos deslizaram pelos músculos de Henrique, roçando repetidamente em sua camisa, deixando marcas tênues.
Henrique tencionou o corpo todo, resistindo bravamente para não se esquivar.
— Ouvi dizer que você está em uma situação difícil ultimamente? — Jordana se aproximou, o hálito alcoólico soprando no rosto dele. — Foi prejudicado pela Família Martins? E a empresa está pedindo uma indenização de um bilhão?
O pomo de adão de Henrique oscilou.
— ... Sim.
Se não fosse por isso, ele não teria decaído a ponto de estar neste lugar agora.
Jordana gargalhou, e todas as carnes de seu corpo tremeram junto.
Ela deu tapinhas no braço de Henrique como forma de consolo.
— Fique tranquilo, de agora em diante, contanto que você fique comigo, um bilhão para mim é apenas uma quantia pequena, não é um grande problema.
Henrique esboçou um sorriso falso e rígido.
— O que foi? Nervoso? — Ela riu levemente, a voz carregando uma rouquidão preguiçosa.
O pomo de adão de Henrique oscilou novamente; pensando no que poderia acontecer a seguir, sua voz saiu um pouco tensa.
— Sra. Rabelo, eu...
Ele respirou fundo e finalmente levantou a cabeça, olhando diretamente nos olhos dela.
— Eu não vim preparado hoje. Será que hoje eu poderia... vender apenas o meu talento, e não o meu corpo?
Ao terminar essa frase, ele quase podia ouvir as batidas violentas de seu próprio coração.
Se a Sra. Rabelo mudasse de humor... se enfurecesse ali mesmo...
Então ele provavelmente teria dificuldade em sair ileso esta noite.
No entanto, para sua surpresa, a Sra. Rabelo não ficou brava.
A Sra. Rabelo ergueu as sobrancelhas e de repente riu alto.
— Ora, até que tem personalidade, hein?
Ela largou a taça de vinho e apoiou o queixo para olhá-lo.
— Tudo bem, então cante uma música para mim hoje. Depois de cantar, você pode ir embora.
A Sra. Rabelo recostou-se no sofá, fechando os olhos como se estivesse apreciando, e depois de um tempo, levantou a mão para interrompê-lo.
— Já chega.
A voz de Henrique parou abruptamente; ele olhou para ela com certa inquietude, pensando que tinha cantado mal e irritado a Sra. Rabelo.
Enquanto Henrique estava apreensivo, a Sra. Rabelo abriu os olhos, olhando para Henrique com um leve sorriso nos lábios.
— Cantou bem.
Ela tirou um cheque da bolsa de mão e o colocou casualmente sobre a mesa de centro.
— Estes cinco milhões são sua recompensa.
Henrique encarou o cheque atordoado, a garganta seca, um pouco incrédulo.
Ele estendeu a mão lentamente, hesitante, e pegou o cheque, com as pontas dos dedos tremendo levemente.
Henrique sabia o que significava aceitar aquele cheque, e Jordana também sabia.
Vendo Henrique aceitar o cheque, Jordana sorriu satisfeita e deu um tapa na coxa dele com sua mão gorda.

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