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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 462

No momento em que a porta se fechava.

Os repórteres ainda batiam na porta do elevador, e os flashes eram sufocantes de tão fortes.

À medida que as portas do elevador se fechavam lentamente.

Finalmente isolado do barulho externo, Henrique pôde respirar.

Ele fechou os olhos devagar, como se tivesse tirado um peso das costas, e recostou-se na parede, exausto.

Respirava com dificuldade, o peito subia e descia violentamente, e os gritos estridentes ainda ecoavam em seus ouvidos.

— Henrique! Você realmente traiu todas aquelas mulheres?

— Qual é a verdade sobre você e as cinco garotas?

— Como pretende pagar a multa de um bilhão?

Henrique cobriu a cabeça com as mãos, em agonia, recusando-se a lembrar daquelas palavras, como se enganasse a si mesmo.

O espelho do elevador refletia sua imagem deplorável naquele momento.

Henrique levantou a cabeça atordoado e olhou.

Percebeu que já não tinha a elegância e o terno impecável de quando saíra de manhã.

Agora, seu cabelo estava bagunçado e o colarinho do terno fora puxado torto em algum momento.

Uma camada fina de suor frio cobria sua testa.

Henrique encarou a si mesmo no espelho e, de repente, repuxou os cantos da boca num sorriso irônico.

Tempos atrás, Henrique frequentava clubes de luxo, cercado de bajuladores, andando com imponência.

E agora, era encurralado na porta de casa por cobradores, fugindo como um cão vira-lata.

Que cena ridícula.

O elevador subia lentamente, os números mudavam um a um.

Finalmente, chegou ao andar do apartamento de Henrique.

Como uma alma penada, ele pegou a chave e abriu a porta.

Henrique desabou lentamente no chão, com uma calma estranha, deitado no piso frio como um cadáver que perdera a vida.

As cenas dos últimos dias passavam em sua mente como um filme travado.

Um bilhão...

Henrique encarou o nome por alguns segundos antes de pressionar lentamente o botão de atender.

— Henrique!

— O que diabos você andou fazendo na indústria do entretenimento esses anos todos?

— A família está num momento crítico e você ainda arruma problemas lá fora?

— Quem você espera que limpe a sua sujeira dessa vez?

Do outro lado da linha, a voz de Rodrigo soava furiosa, ecoando no apartamento vazio e silencioso.

O pomo de adão de Henrique se moveu, e sua voz saiu rouca.

— Rodrigo...

— Não me chame de Rodrigo!

— Eu não tenho capacidade para ser o "Rodrigo" de vocês!

Ultimamente, a família Oliveira vinha perdendo projetos e investimentos para uma pequena empresa desconhecida.

Desde que Amália se casara com a família Costa, nada tinha dado certo para a família Oliveira.

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