Mas como Camila havia falado, Lívia só podia responder honesta e timidamente.
— D-dezesseis anos...
— Dezesseis anos. — Camila assentiu, com tom calmo. — Então você deve saber muito bem a importância de Beatriz e Marcelo para mim.
— Você também os viu crescer.
— No entanto, foi essa Amália, que você diz ser de bom coração e sofredora, que prejudicou minha preciosa filha!
O olhar de Camila esfriou repentinamente.
— Se Beatriz não tivesse tido sorte de encontrar um bom médico, talvez ainda estivesse no hospital, condenada a passar o resto da vida numa cama, sem poder andar!
— Você sabe como dói o coração de uma mãe ver a Beatriz naquele estado? Eu preferia estar naquela cama de hospital no lugar dela.
— E tudo isso foi obra de Amália!
Lívia empalideceu ao ouvir Camila e não ousou dizer uma palavra.
Ela não sabia de tantos detalhes antes; pensava que entre Amália e a família Costa havia apenas um simples mal-entendido.
Camila levantou-se e olhou para ela de cima.
— Lívia, vou deixar as coisas claras hoje em consideração aos anos que serviu à família Costa.
— Amália é inimiga da nossa família Costa. Ela ainda mora aqui apenas porque não podemos expulsá-la temporariamente.
— Assim que meu marido resolver as coisas, ela vai sair da família Costa imediatamente!
Ela encarou Lívia e disse pausadamente,
— Portanto, é melhor você não ter essa bondade descabida, caso contrário...
— Não me culpe por desconsiderar tantos anos de serviço.
Lívia estremeceu e baixou a cabeça rapidamente,
— Senhora, eu... eu entendo...
Camila bufou friamente e saiu da sala de jantar.
...
Na cozinha.
Lívia estava diante do fogão, olhando atordoada para os ingredientes preparados.
Lívia estava preocupada porque Amália não tinha almoçado e poderia ficar com fome à noite, então planejava fazer uma canja para ela.
Amália foi em direção ao quarto da empregada e chamou baixo.
Mas bateu na porta por um longo tempo e não houve movimento lá dentro.
Amália mordeu o lábio, e uma inquietação surgiu em seu coração.
Ela sentiu agudamente que algo estava errado.
Normalmente, a essa hora, Lívia ainda não teria dormido e estaria fazendo suas coisas no quarto.
Além disso, Lívia sempre teve sono leve; antes, bastava um chamado para que ela levantasse imediatamente para ajudar.
Mas agora...
Amália já estava parada na porta chamando há várias vezes, sem nenhuma resposta.
O estômago doeu novamente, e Amália apoiou-se na parede, com suor frio na testa.
Parada no corredor escuro, Amália de repente entendeu.
Certamente Camila havia dito algo a Lívia na mesa de jantar hoje.
Caso contrário, dada a atitude anterior de Lívia com ela, ela não teria agido de forma tão óbvia e excessiva.

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