Depois de tantos anos colaborando com o homem misterioso, Leonardo sabia perfeitamente que este só valorizava a utilidade das pessoas. Se não conseguisse provar ser útil, seria descartado, e era apenas uma questão de tempo.
Atualmente, a maneira mais rápida de recuperar o controle e o seu próprio valor era lidar de forma decisiva com a situação de Amália.
Com o rosto mais sombrio, Leonardo ordenou que os seus homens fossem chamar Amália imediatamente.
Nos últimos tempos, Amália havia desfrutado de alguma tranquilidade.
O seu tempo era preenchido saindo de vez em quando com Ian Guedes e acompanhando a sua filha Serena nos dias mais calmos. A sua mente parecia ter encontrado um estado de paz.
Quando o pai a chamou, Amália estava completamente perplexa, perguntando-se o que ele poderia querer neste momento.
— Pai, queria falar comigo?
Ela sussurrou suavemente ao abrir a porta do escritório, mas mal terminou a frase e ficou estupefata. O rosto de Leonardo estava assustadoramente sombrio, as suas feições cerradas com força e uma tensão fria e assustadora envolvia a sala inteira.
Ele parecia um homem totalmente diferente em comparação com a pessoa carinhosa e compassiva de quem ela se lembrava.
Um traço de perturbação e preocupação tomou conta de seu coração, sufocando-a.
Leonardo Marques foi direto ao ponto, não usando rodeios, para dar-lhe a ordem explícita:
— Prepare-se, você vai se casar com Ian Guedes no mês que vem.
O ar parecia ter congelado.
Amália piscou confusa, a sua mente não conseguia processar.
Casar?
Com o Ian?
Foi só alguns segundos depois que o impacto disso realmente se instalou, ela olhou para ele, perdendo a cor no rosto, enquanto os lábios tremiam levemente.
— Casar?
— Mas pai! O senhor não disse que eu deveria pensar um pouco sobre isso?
— Por que o senhor quer que eu me case com ele tão de repente?
Ela ainda precisava de tempo.
— E por quanto tempo mais você precisa pensar!
Leonardo a interrompeu bruscamente, com a voz cada vez mais alta e tremendo de raiva:

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