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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1705

— Os assuntos da empresa estão com o Odilon, por enquanto não preciso me preocupar com isso.

Jocelino a interrompeu, abraçando-a um pouco mais apertado, apoiando levemente o queixo no topo da cabeça dela.

— Agora, eu só quero ficar com você. Não vou a lugar nenhum.

...

Vila das Nuvens Cinzentas, Hospital Orquídea.

Sob os cuidados meticulosos de Sofia, o corpo de Amália estava se recuperando rapidamente.

Dois dias haviam se passado, e ela sentia que o seu ânimo havia melhorado muito. Embora o seu corpo ainda estivesse fraco, pelo menos ela já conseguia se mover.

Amália instintivamente virou a cabeça e olhou para o pequeno berço ao lado da cama.

Após esses dois dias de cuidados, a bebezinha também pôde sair da incubadora, podendo passar algumas horas por dia deitada diante de sua própria mãe.

Amália viu que sua filha dormia tranquilamente lá dentro.

O corpinho estava envolto em mantas macias de um rosa pálido, o rostinho adormecido exibia um tom avermelhado, e a respiração era uniforme e longa. Ocasionalmente, ela estalava os lábios inconscientemente, como se saboreasse algo delicioso em um sonho.

A luz do sol filtrava-se pelas frestas das cortinas, caindo suavemente sobre sua testa lisa, banhando-a em um contorno dourado e suave.

Observando o rosto tranquilo e adormecido de sua filha, um sentimento indescritível de felicidade brotou no coração de Amália, uma espécie de ternura típica de quem acabou de se tornar mãe.

Ela estendeu a mão e usou as pontas dos dedos para tocar muito levemente a bochecha quente e delicada da bebê. Os cantos de seus lábios ergueram-se levemente, fora de seu controle.

— Senhorita, você acordou?

— Está se sentindo melhor?

Sofia entrou segurando uma tigela de caldo nutritivo e morno. Ao ver que Amália estava acordada e observando a criança, um sorriso aliviado surgiu em seu rosto.

— Sim, muito melhor.

Amália assentiu, sem desviar o olhar da filha.

— Sofia, como estão as coisas... lá fora?

Ela hesitou, observando a expressão de Amália, e continuou:

— O Sr. Barreto e a Sra. Oliveira... naquela noite, eles fugiram... do armazém no litoral.

— O patrão mandou muitos homens atrás deles, bloqueou as rotas por mar, terra e ar, mas... não conseguiu alcançá-los.

— Ouvi dizer que eles já voltaram para outro lugar.

— A senhorita também sabe que agora nós e eles estamos em uma inimizade mortal. Se eles escaparam para outro lugar, o patrão definitivamente não vai tirar vantagem disso.

— Portanto, só por precaução.

— O patrão já ordenou que, assim que a senhorita acordar, ele virá buscá-la para ter alta do hospital.

Ao ouvir que Aeliana e Jocelino já haviam escapado para outro lugar.

Os dedos de Amália que acariciavam a bochecha da filha pararam levemente.

O rosto de Aeliana, calmamente ajudando-a a dar à luz no porão escuro e instável do navio, surgiu incontrolavelmente em sua mente.

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