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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1690

Ela virou a cabeça lentamente e a primeira coisa que viu foi aquela figura familiar na cadeira ao lado da cama.

Jocelino estava sentado na cadeira ao lado da cama, e o seu corpo grande parecia um pouco desconfortável e encolhido na cadeira.

Uma mão segurava gentilmente a mão dela, e a outra apoiava a própria testa.

O olhar de Aeliana pousou no rosto dele.

O cabelo de Jocelino, normalmente arrumado de forma impecável, estava um pouco bagunçado agora, com algumas mechas espalhadas pela testa.

Abaixo de seus olhos, havia sombras escuras, densas e visíveis, e no queixo surgia uma camada de barba por fazer, dando à sua habitual frieza e nobreza um toque raro de cansaço e esgotamento.

Mesmo dormindo, as suas sobrancelhas pareciam estar levemente franzidas, como se estivesse preocupado com algo até nos sonhos.

Durante o tempo em que ela esteve dormindo, Jocelino ficou... de guarda aqui o tempo todo?

Aeliana olhou para ele em silêncio, e o lugar mais sensível em seu coração pareceu ter sido tocado gentilmente por alguma coisa, criando uma onda quente e ao mesmo tempo melancólica.

Ela moveu os dedos da mão que estava sendo segurada por ele, muito de leve, temendo acordá-lo.

No entanto, o sono de Jocelino parecia ser extremamente leve.

Quase no mesmo instante em que os dedos de Aeliana se moveram, a mão que apoiava a sua testa tremeu violentamente. Em seguida, os olhos fechados se abriram de supetão!

Talvez por ter acabado de acordar, o olhar de Jocelino inicialmente carregava um pouco de confusão e uma vigilância afiada e instintiva. Mas, quando ele viu com clareza Aeliana na cama, olhando silenciosamente para ele, a nitidez e a vigilância em seus olhos recuaram rapidamente como uma maré, sendo substituídas no mesmo instante por uma imensa surpresa.

— Aeliana? Você acordou?

Jocelino sentou-se reto quase que imediatamente, apertando a mão dela de forma inconsciente. A sua voz estava um pouco rouca, tanto por ter acabado de acordar quanto pela emoção.

Ele examinou Aeliana de cima a baixo com nervosismo, fazendo uma série de perguntas às pressas.

Jocelino ficou surpreso por um momento com a fala em tom de brincadeira dela. Logo depois que caiu em si, os seus nervos, que estiveram sempre sob tanta tensão, pareceram finalmente relaxar um pouco. Ele segurou a mão inquieta dela, levou-a aos lábios e deu um beijo suave. A preocupação em seus olhos ainda não havia desaparecido totalmente, mas agora se somava a um sorriso genuíno e uma sensação de enorme alívio.

— Numa situação destas e você ainda tem energia para brincar, parece que está realmente bem.

— Você tem noção de que dormiu por dois dias inteiros? Me deu um susto de morte.

— Dois dias?

Aeliana também ficou surpresa, pois achou que tivesse dormido apenas uma noite.

Não era para menos.

Aeliana olhou para o rosto de Jocelino, que estava tão próximo, e podia até ver a intensa vermelhidão em seus olhos por ter passado a noite em claro.

Não era à toa que ela achou que Jocelino parecia tão exausto, como se estivesse de guarda há vários dias e noites.

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