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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1686

As reações durante o sono não mentem. Fosse pela dor do machucado ou não, Aeliana continuava com as sobrancelhas levemente franzidas enquanto dormia.

O olhar de Jocelino passeou pelo rosto pálido dela, detendo-se nos cortes alarmantes em seu braço e joelho, com uma expressão profunda e complexa.

Mesmo naquele estado, Aeliana ainda era teimosa em dizer que não estava doendo.

Jocelino esticou a mão e, com extrema delicadeza, afastou os fios de cabelo grudados de suor na testa dela. Seu olhar tornou-se imensamente terno. Ele acariciou de leve a bochecha descorada, com os olhos transbordando de tristeza e culpa.

Felizmente, eles já estavam seguros em outro lugar.

Caso contrário, sabe-se lá por quanto tempo Aeliana teria que aguentar aqueles ferimentos durante a fuga.

Dessa vez, foi ele quem não conseguiu proteger Aeliana.

Na próxima... nunca mais haverá uma próxima vez.

Jocelino levantou a cabeça, já recuperando a frieza habitual, e deu uma ordem severa ao motorista na frente.

— Vá para o Hospital Central. Use a entrada de emergência VIP para os exames da Aeliana.

— Entre em contato com o Dr. Porto. Diga para ele organizar tudo pessoalmente.

— Sim, Sr. Barreto.

O carro partiu do cais de forma suave, acelerando em direção ao centro da cidade.

Durante todo o trajeto, Jocelino manteve Aeliana recostada em seu peito, evitando cuidadosamente os ferimentos no braço e na perna dela, enquanto baixava o olhar frequentemente para conferir o estado dela.

Apenas após confirmar que ela dormia profundamente devido ao cansaço e à perda de sangue, com a respiração regular, é que suas sobrancelhas relaxaram um pouco. Contudo, a preocupação em seus olhos nunca desapareceu.

Ao chegarem ao hospital, o Dr. Porto, que havia recebido a ligação de Jocelino, já os esperava pessoalmente, acompanhado do melhor cirurgião-chefe e de um especialista em ortopedia da instituição. Estavam com expressões sérias, não ousando demonstrar qualquer negligência.

Aeliana foi transferida para uma maca e levada à sala de exames que já havia sido preparada.

— Pode ficar tranquilo, Sr. Barreto. Reuniremos a melhor equipe médica, utilizando o tratamento mais avançado e a técnica mais refinada!

O Dr. Porto garantiu imediatamente antes de sair para organizar a cirurgia.

A luz vermelha da sala de operações acendeu.

Em instantes, Aeliana foi levada para a sala cirúrgica. A luz sobre a porta brilhou, destacando as palavras "Em Cirurgia" de maneira intensa.

Jocelino ficou do lado de fora. Recusou a sala de espera oferecida pelo Dr. Porto e, apenas encostado na parede fria, acendeu um cigarro.

No entanto, não tragou; apenas o segurou entre os dedos, permitindo que a fina fumaça esbranquiçada subisse, espiralasse no ar e, lentamente, desaparecesse.

O aroma forte do tabaco parecia amenizar um pouco a ansiedade em seu peito.

Não se sabe quanto tempo se passou, mas a luz vermelha sobre a porta finalmente apagou, dando lugar a um verde suave.

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