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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1680

— Daqui a pouco eu venho com você de novo para vê-la.

Amália realmente sentia tontura e a visão embaçada. Suas pernas pesavam como chumbo; cada segundo extra em pé parecia esgotar suas reservas de energia.

Ela deu uma última olhada relutante para a filha na incubadora, assentiu e deixou que Sofia a guiasse pelo braço, virando-se para caminhar lentamente de volta.

Após dar apenas dois passos, os pés de Amália pararam de repente. Ela franziu a testa de forma quase imperceptível, e seus olhos varreram instintivamente os dois lados do corredor.

Que estranho... os seguranças daqui... por que parecem tão desconhecidos?

— O que foi, menina? Está sentindo alguma dor?

Sofia, percebendo a hesitação, perguntou nervosa.

— Não, não é nada...

Amália balançou a cabeça, reprimindo aquela estranha sensação de desconforto, e forçou um sorriso:

— É só que as minhas pernas estão meio fracas, não consigo andar.

— Ai, eu avisei. Vem, eu te seguro, vamos andar devagarinho.

Sofia não desconfiou de nada. Segurou-a com mais firmeza e a ajudou a se arrastar de volta para o quarto com todo o cuidado.

Amália deitou-se na cama, mas a sensação de estranheza e inquietação que não saía de sua cabeça só aumentava.

— Sofia...

Amália hesitou um momento, mas não conseguiu evitar a pergunta. Sua voz carregava um leve traço de ansiedade.

— Onde está o meu pai?

— Já acordei faz um bom tempo, por que não o vi até agora?

Desde que despertara, Leonardo não havia aparecido nenhuma vez.

Isso não era normal.

Com o que conhecia de Leonardo, por mais ocupado que ele estivesse, ela tinha acabado de dar à luz e de passar por uma situação de quase morte.

Ele deveria, pelo menos, ter ido dar uma olhada nela.

Mas agora, onde ele estava?

— Ah... entendi.

— Então eu vou descansar um pouco.

Sofia, como se tivesse recebido um perdão divino, arrumou rapidamente as cobertas e saiu apressada do quarto, como se tivesse medo de que Amália fizesse mais alguma pergunta.

Ao ver as costas de Sofia fugindo apressada, o sorriso no rosto de Amália desapareceu no mesmo instante. Ela fechou os olhos, encolheu-se debaixo das cobertas e seu corpo começou a tremer levemente, fora de controle.

Enquanto isso.

No porão da Vila das Nuvens Cinzentas.

O lugar não tinha janelas. O ar era abafado e úmido, carregando um cheiro antigo de mofo misturado com um leve odor de sangue que embrulhava o estômago.

A única fonte de luz vinha de uma arandela vermelho-escura no teto, que banhava todo o espaço com um brilho sombrio, semelhante a sangue coagulado.

As sombras se contorciam freneticamente nos cantos, como se escondessem inúmeros monstros prontos para atacar.

Leonardo estava ajoelhado no chão de cimento áspero. Ele mantinha as costas ligeiramente curvadas e a cabeça baixa.

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