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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1677

Amália tentou sentar-se abruptamente, mas devido à fraqueza extrema e a uma dor aguda no abdômen, acabou caindo pesadamente de volta na cama, soltando um gemido abafado de sofrimento.

— Minha filha...

— Onde está a minha filha?

Ignorando a dor, Amália tateou o próprio ventre em pânico.

O lugar já não estava tenso e redondo como antes; parecia bem mais plano, restando apenas uma dor surda, com a sensação de peso e amarras.

Ela virou a cabeça bruscamente em direção à beira da cama e percebeu que não havia ninguém ali!

Onde estava a filha que ela quase morreu para dar à luz?

Sumiu...

A bebê havia sumido!

Essa constatação foi como um estrondo de trovão em sua mente, despedaçando instantaneamente qualquer resquício de sanidade que ainda lhe restava.

Foi a Aeliana!

Com certeza foi a Aeliana!

Ela me odeia, ela disse que ia se vingar de mim!

Só pode ter sido ela quem roubou a minha filha!

— Alguém me ajude!

Ao pensar que o bebê, que ela carregou por quase dez meses e pelo qual arriscou a vida, havia desaparecido, Amália entrou em colapso total.

Ela tentou se arrastar para fora da cama, mas seus braços e pernas estavam tão moles quanto gelatina e não a obedeciam. Ela acabou rolando desajeitadamente da cama.

Com um estrondo, caiu pesadamente no chão frio e duro. Uma dor excruciante irrompeu de seus cotovelos e joelhos, mas isso não chegava perto de uma fração do pavor em seu coração.

— Alguém!

— Socorro!

— Sofia! Sofia!

Deitada no chão, ignorando a dor física, Amália usou todas as suas forças para gritar, como se apenas assim pudesse extravasar o desespero de sua alma.

— Minha menina!

— O que aconteceu, minha menina?

A porta do quarto foi empurrada com força. Sofia, segurando uma tigela de sopa quente, entrou correndo apavorada. Ao ver Amália caída no chão, quase perdeu a alma de susto. Deixou a tigela de lado e correu para ajudá-la.

Naquele momento, ao acordar e não ver a filha, o último fio de sua resistência se rompeu.

Um medo e uma sensação de impotência esmagadores a engoliram como uma maré, fazendo-a tremer incontrolavelmente.

Enquanto falava, as lágrimas jorraram sem controle, escorrendo por seu rosto pálido e abatido, dando-lhe uma aparência ainda mais digna de pena.

— Sofia, diga alguma coisa!

— Minha filha... onde está a minha filha?

— Snif... Eu te imploro... me diga... foi a Aeliana... foi ela...

Amália ia se desesperando cada vez mais, soluçando a ponto de perder o fôlego, como se fosse desmaiar a qualquer momento. Suas mãos apertavam Sofia com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Ela parecia tão frágil que iria quebrar ao menor toque.

— Não, não! Acalme-se, senhorita! A bebê está bem!

— A pequena está ótima!

Sofia estava sentindo dor pelos apertos, mas não ousou se soltar. Só conseguia tentar acalmá-la repetidamente.

— Como nasceu prematura, a pequena está em observação na incubadora da UTI neonatal. Tem enfermeiras cuidando dela o tempo todo, é muito seguro!

— O seu pai também colocou guardas na porta, ninguém vai levá-la!

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