Amália tentou sentar-se abruptamente, mas devido à fraqueza extrema e a uma dor aguda no abdômen, acabou caindo pesadamente de volta na cama, soltando um gemido abafado de sofrimento.
— Minha filha...
— Onde está a minha filha?
Ignorando a dor, Amália tateou o próprio ventre em pânico.
O lugar já não estava tenso e redondo como antes; parecia bem mais plano, restando apenas uma dor surda, com a sensação de peso e amarras.
Ela virou a cabeça bruscamente em direção à beira da cama e percebeu que não havia ninguém ali!
Onde estava a filha que ela quase morreu para dar à luz?
Sumiu...
A bebê havia sumido!
Essa constatação foi como um estrondo de trovão em sua mente, despedaçando instantaneamente qualquer resquício de sanidade que ainda lhe restava.
Foi a Aeliana!
Com certeza foi a Aeliana!
Ela me odeia, ela disse que ia se vingar de mim!
Só pode ter sido ela quem roubou a minha filha!
— Alguém me ajude!
Ao pensar que o bebê, que ela carregou por quase dez meses e pelo qual arriscou a vida, havia desaparecido, Amália entrou em colapso total.
Ela tentou se arrastar para fora da cama, mas seus braços e pernas estavam tão moles quanto gelatina e não a obedeciam. Ela acabou rolando desajeitadamente da cama.
Com um estrondo, caiu pesadamente no chão frio e duro. Uma dor excruciante irrompeu de seus cotovelos e joelhos, mas isso não chegava perto de uma fração do pavor em seu coração.
— Alguém!
— Socorro!
— Sofia! Sofia!
Deitada no chão, ignorando a dor física, Amália usou todas as suas forças para gritar, como se apenas assim pudesse extravasar o desespero de sua alma.
— Minha menina!
— O que aconteceu, minha menina?
A porta do quarto foi empurrada com força. Sofia, segurando uma tigela de sopa quente, entrou correndo apavorada. Ao ver Amália caída no chão, quase perdeu a alma de susto. Deixou a tigela de lado e correu para ajudá-la.
Naquele momento, ao acordar e não ver a filha, o último fio de sua resistência se rompeu.
Um medo e uma sensação de impotência esmagadores a engoliram como uma maré, fazendo-a tremer incontrolavelmente.
Enquanto falava, as lágrimas jorraram sem controle, escorrendo por seu rosto pálido e abatido, dando-lhe uma aparência ainda mais digna de pena.
— Sofia, diga alguma coisa!
— Minha filha... onde está a minha filha?
— Snif... Eu te imploro... me diga... foi a Aeliana... foi ela...
Amália ia se desesperando cada vez mais, soluçando a ponto de perder o fôlego, como se fosse desmaiar a qualquer momento. Suas mãos apertavam Sofia com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Ela parecia tão frágil que iria quebrar ao menor toque.
— Não, não! Acalme-se, senhorita! A bebê está bem!
— A pequena está ótima!
Sofia estava sentindo dor pelos apertos, mas não ousou se soltar. Só conseguia tentar acalmá-la repetidamente.
— Como nasceu prematura, a pequena está em observação na incubadora da UTI neonatal. Tem enfermeiras cuidando dela o tempo todo, é muito seguro!
— O seu pai também colocou guardas na porta, ninguém vai levá-la!

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