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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1668

— Sigam-me! Há algumas lanchas ali!

Esse era um dos planos de emergência que haviam preparado ao inspecionar o local anteriormente. Apesar de o risco ser enorme, naquela situação de vida ou morte, as embarcações eram a única esperança de fuga.

Os três não hesitaram; aproveitando a cobertura de pilhas gigantescas de pneus velhos e barris de ferro enferrujados, mudaram rapidamente de direção e correram em disparada para a plataforma de descarregamento.

Assim que chegaram perto, a brisa do mar os atingiu com um forte cheiro de maresia, e o som abafado das ondas quebrando contra as rochas podia ser ouvido ao longe.

— Eles estão ali!

— Não os deixem subir no barco! Atirem! Afundem os barcos!

Assim que as vozes ecoaram, uma chuva intensa de balas caiu sobre eles, varrendo toda a área da plataforma em um instante!

As balas rasgavam o chão de cimento, lançando faíscas e lascas de pedras. Ao atingirem o casco da lancha atracada ao lado da plataforma, causavam estrondos metálicos contínuos, deixando buracos assustadores por toda a lateral da embarcação!

— Deitem-se!

Jocelino deu um grito abafado, lançando-se com força sobre Aeliana e Décio para jogá-los no chão. Os três rolaram freneticamente para trás de um monte de cabos e redes de pesca abandonadas.

As balas assobiavam perigosamente rentes às suas cabeças, esmigalhando as caixas de madeira atrás deles até virarem serragem.

— Merda!

— Parece que o Sr. Marques está determinado a não nos deixar sair vivos daqui hoje!

O poder de fogo inimigo era esmagador.

Décio soltou um xingamento, cerrou os dentes e disparou dois tiros contra os perseguidores para tentar suprimir o ataque, mas o esforço foi quase inútil.

Os homens eram muitos, e pelo visto já haviam perdido a cabeça, atirando insanamente como se não houvesse amanhã.

— O barco está logo ali embaixo!

— Mas não podemos simplesmente correr até lá!

— Certo! Tome cuidado!

— Décio, prepare-se!

Jocelino ordenou em voz baixa. Respirando fundo, o corpo dele tensionou por completo, como os músculos de um guepardo prestes a dar o bote mortal.

— Entendido!

Décio travou a mandíbula, ignorando a dor aguda em seu ombro. Projetou o corpo para o lado e descarregou sua arma alucinadamente contra o flanco esquerdo.

Os estrondos da arma eram rápidos e cruéis; uma barragem de tiros desesperados varreu o flanco esquerdo, silenciando o avanço inimigo por alguns segundos e forçando os atiradores que tentavam ganhar terreno a buscarem abrigo em desespero.

Quase no mesmo milissegundo, Aeliana se moveu!

Como um raio sombrio, ela disparou para fora de seu esconderijo; a arma cuspiu rajadas fatais de fogo. Cada um de seus disparos atingia de forma letal a área em frente aos inimigos da direita, obrigando qualquer um que tentasse botar a cabeça para fora a se encolher imediatamente.

— É agora!

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