Leonardo parou na frente de Jocelino, exibindo um sorriso doentio. Com as próprias mãos, prendeu o microexplosivo com firmeza no peito do prisioneiro e colou o rastreador discretamente na parte interna de sua lombar.
Ele deu leves tapinhas no peito de Jocelino, com uma voz sombria que soava como o bote de uma serpente:
— Você não queria sair daqui, Jocelino?
Leonardo endireitou-se e fixou o olhar bem nos olhos do homem à sua frente.
— Tudo bem! Eu mesmo abro a porta para você.
— A força dessa bomba é suficiente para te explodir em mil pedaços. Se eu apenas pressionar este pequeno botão...
Ele chegou bem perto do ouvido de Jocelino, baixou a voz, e o tom transbordou uma ameaça maldosa:
— Boom!
— E você deixa de existir. E a Aeliana... vai para o túmulo junto com você.
— Portanto, basta colaborar direitinho e me ajudar a trazer a Amália de volta na troca.
— Se a minha filha e o meu neto estiverem a salvo, talvez...
— Eu possa considerar deixar o seu corpo inteiro para o enterro.
Jocelino abaixou a cabeça para olhar o dispositivo preto e imperceptível preso em seu peito, e logo voltou o olhar para Leonardo, desenhando um sorriso de canto:
— O Sr. Marques realmente... não mede esforços para me matar.
— Mas fique tranquilo. Pela segurança de Aeliana, eu também serei 'muito colaborativo' com você.
— Humph, é bom que seja mesmo!
Leonardo bufou friamente, recuou um passo e acenou com a mão:
— Troquem a roupa dele e preparem o carro! Vamos para aquele estaleiro abandonado agora mesmo!
Rapidamente, vestiram Jocelino com roupas escuras e comuns. Com as mãos presas na frente por algemas especiais e sob a vigilância cerrada de vários seguranças, ele foi levado para dentro de uma van preta.
Leonardo também entrou no veículo em seguida.
O comboio partiu zunindo da delegacia, acelerando rumo ao endereço que Aeliana havia enviado.
Em outro lugar, Amália foi despertada por uma dor de cabeça latente e por solavancos intensos.
No instante em que recobrou a consciência, ela sentiu uma dor aguda e formigante na nuca, como se tivesse levado uma forte pancada com um bastão de madeira.
Diante daquele ambiente amplo, vazio e desconhecido, ela começou a gritar de terror:
— Onde estou?
— Quem me amarrou? Vocês sabem quem eu sou?!
— Me soltem!
— Tem alguém aí?! Socorro!
A voz de Amália ressoou pelo ambiente aberto, fazendo o espaço parecer ainda mais oco e desolado.
Ela se contorceu desesperadamente, tentando soltar-se da corda. Contudo, o nó estava firme, apertando e ferindo seus pulsos sem ceder um milímetro sequer.
— Não desperdice sua energia.
Uma voz feminina e gélida ecoou de repente a partir de um canto mal iluminado.
Amália paralisou seus movimentos de imediato. Ao ouvir aquele tom familiar, sentiu o coração ser esmagado por uma mão invisível.
Lentamente e com o corpo tenso, ela girou a cabeça para olhar na direção de onde vinha a voz.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Despertar Depois dos 1460 dias