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Despertar Depois dos 1460 dias romance Capítulo 1203

— Desde o dia em que você começou a se envolver com a Jordana, eu a avisei! Eu mandei você se comportar! Mas você nunca me deu ouvidos! Eu cheguei a pensar que vocês eram grandes amigas, mas no fim das contas, são da mesma laia! Ficam por aí cometendo atrocidades pelas minhas costas! E agora que o escândalo veio a público, você ainda quer tentar me enganar? Acha que eu sou burro?

— Eu não fiz isso... Eu juro que não... — Adelina desabou no tapete, chorando desesperadamente, ciente de que qualquer justificativa agora seria inútil e vazia.

Rômulo a observava de cima para baixo, com o mesmo olhar que dedicaria a uma pilha de lixo repugnante. Ele respirou fundo, tirou um documento do paletó e o jogou na frente dela.

— Assine isso. Amanhã de manhã, meu advogado virá procurá-la. A partir de hoje, se você vive ou morre, não é mais problema meu, nem da minha família! Não temos mais absolutamente nada a ver com você!

Adelina abaixou a cabeça, fitando o *Acordo de Divórcio* jogado no chão.

Não!

Ela não podia se divorciar!

Agora que seu passado havia sido exposto e sua reputação estava completamente arruinada, para onde ela iria se fosse descartada?

Pensando no fim trágico que a aguardava caso se separasse, Adelina saltou como se tivesse sido queimada e agarrou-se desesperadamente à perna de Rômulo.

— Não! Eu não vou assinar! Rômulo, eu errei! Eu reconheço o meu erro! Por favor, não vamos nos divorciar, está bem? — Adelina ergueu o rosto, com a maquiagem impecável agora borrada pelas lágrimas, implorando de forma patética. — Foi apenas um momento de fraqueza... Foi a Jordana! Ela vivia me arrastando, me tentando... Eu... Eu me sentia tão solitária. Você estava sempre ocupado com o trabalho, e acabei perdendo o juízo...

Enquanto falava, Adelina balançava a cabeça freneticamente, como se o gesto pudesse apagar o passado.

Apontando o dedo para ela, com as veias da testa saltando, ele esbravejou:

— Olhe para você! Parecendo uma barraqueira! Uma piada de mau gosto! Você jogou o nome da família Lourenço na lama! O meu maior arrependimento nesta vida foi ter me casado com uma vagabunda sem vergonha como você!

Segurando a costela machucada, Adelina permaneceu caída no chão, soluçando compulsivamente.

— Você pode me xingar do que quiser... Pode até me bater... Só não me abandone... Rômulo, se nós nos divorciarmos, eu não terei mais motivos para viver...

Adelina tentou se fazer de vítima para despertar a piedade do marido, mas Rômulo apenas ajeitou a barra da calça que ela havia amarrotado, com uma indiferença calculada e os olhos totalmente desprovidos de calor.

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