Hospital.
Após completar os preparativos para a cirurgia, Sophia deitou na mesa de operação para receber a anestesia.
A luz fria acima de sua cabeça iluminava seus olhos, causando uma dor incômoda. Ela, que raramente chorava, viu lágrimas começarem a cair, escorrendo lentamente até seus cabelos.
Davi entrou no avião e já estava sentado, ainda sem ter decolado. Sua pálpebra tremia incontrolavelmente, e seu coração batia acelerado, como se pressentisse que algo ruim estava prestes a acontecer.
Pensou na noite anterior.
Pegou o celular e enviou uma mensagem para Sophia.
[Deixe Joaquim. Se o dinheiro for um problema, posso te ajudar. Não volte a trabalhar!]
Após enviar a mensagem, fez rapidamente uma transferência de cinco milhões de reais para a conta bancária dela.
Temia que fosse pouco, e que Sophia pudesse se sentir desinteressada.
Feito isso, colocou o celular no modo avião.
O avião decolou.
Sala de cirurgia.
Sophia fechou os olhos.
O médico já estava devidamente vestido com o uniforme cirúrgico, e a operação para o aborto teve início.
— Dr. Max, a máquina apresentou uma falha repentina? — A enfermeira interrompeu o andamento da cirurgia.
Dr. Max deixou os instrumentos de lado e foi verificar.
Olhou para a ficha da cirurgia e disse:
— Srta. Sophia, pedimos desculpas, mas a máquina falhou. A cirurgia precisa ser interrompida. Quando seria um bom momento para remarcar?
O avião decolou.
Davi colocou o celular de lado, pensando que finalmente poderia deixar Sophia para trás.
Mas quando a viu no prédio do governo da Cidade B, seu desejo por ela disparou, circulando pelas suas veias e se concentrando em uma parte de seu corpo.
De uma janela da sala de reuniões, viu ela entrando no carro de Joaquim. Joaquim saiu do carro e abriu a porta para Sophia.


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