— Alô, mãe.
— Onde você foi parar? Mandei mensagem dizendo para você ir ao restaurante combinado. Por que não foi? Sabia que a garota ficou te esperando por muito tempo? — A voz furiosa de Kelly ecoou.
Desta vez, a garota que ela havia apresentado não era nenhuma herdeira de uma família rica, mas sim uma moça que tinha uma leve semelhança com Sophia.
— Mãe, já não disse? Eu não vou a encontros arranjados.
— Mas eu já falei com você! Custava me dar esse gostinho e ir pelo menos dar uma olhada? — Kelly estava tão irritada na mansão que quase teve um ataque do coração. — Se não fosse, pelo menos podia ter me avisado!
Davi ficou sem palavras. Estava tão ocupado que mal conseguia parar para checar as mensagens no celular.
Ele olhou de soslaio e teve a impressão de ver a silhueta de Sérgio. Apertou os olhos e olhou novamente, mas só viu um vaso de plantas no lugar. Pensou consigo mesmo que devia ter se enganado e respondeu de forma indiferente:
— Tá bom, mãe. Quando eu voltar da viagem de negócios ao País M, eu vou.
— Assim tá melhor. Vou mandar a foto da garota para o seu celular...
Antes que Kelly terminasse de falar, ele desligou o telefone com uma mão só.
Depois de respirar fundo o suficiente, estava prestes a voltar para dentro quando ouviu uma voz surpresa ao lado de seus pés:
— Tio Davi!
Sérgio estava parado a meio metro de distância, com o rostinho erguido e um olhar de felicidade ao vê-lo.
Sérgio havia saído para ir ao banheiro e, ao voltar, viu o tio Davi falando ao telefone. Não quis interromper, mas ouviu vagamente Davi dizer algo como "não gosto de encontros arranjados".
"Encontros arranjados? O que é isso?"
Sérgio não entendia.
Quando viu o tio Davi desligar o telefone, ele finalmente se aproximou para cumprimentá-lo.
— Sérgio? — Davi o chamou, percebendo que não havia se enganado antes. Olhou ao redor, mas não viu nenhum dos responsáveis de Sérgio por perto.

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