Para Davi, não havia nada de errado em estar com duas mulheres.
Afinal, em seu círculo, não era incomum que chefes e presidentes estivessem acompanhados de mais de uma mulher.
O apego obsessivo ao corpo de Sophia, no entanto, só fazia aumentar a culpa que ele sentia em relação a Valentina.
Eles saíram do aeroporto pelo corredor VIP e seguiram diretamente para o estacionamento subterrâneo.
Samuel e Bryan os seguiam, um atrás do outro.
Ao chegar diante do carro, Valentina, relutante, disse a Davi:
— Davi, você vai voltar para o trabalho agora?
Davi pensou que teria que continuar cuidando de Sophia, o que o fez se sentir culpado por Valentina.
— Não estou ocupado, vou te levar para casa mais tarde. — Davi sorriu suavemente.
Valentina imediatamente deixou a saudade de lado e ficou feliz.
Samuel, vendo os dois interagindo sem se importar com a presença dos outros, deu um leve sorriso irônico.
Com um resmungo, comentou:
— Poxa, Assistente Bryan, acho que é melhor sairmos logo daqui, para não acabar atrapalhando o passeio deles!
Valentina, um pouco assustada, abaixou a cabeça.
Davi, com um olhar frio, lançou um olhar ameaçador a Samuel, o avisando a parar de falar bobagens.
Samuel não queria mais ver a postura falsa de Valentina e, com um suspiro, se virou para pegar sua mala e ir para o seu próprio carro.
Bryan fez uma leve reverência e, educadamente, se despediu:
— Presidente, vou voltar para a empresa agora.
— Tudo bem.
Davi apoiou uma mão na cintura de Valentina, ajudando ela a entrar no carro e se acomodar.
Nesse momento, um paparazzo estava escondido atrás de uma coluna de concreto, tirando fotos incessantes até o carro se afastar.
— Vamos, acelera, segue o carro. — O paparazzo correu até o banco do passageiro, dando instruções ao colega.


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