No primeiro dia após o casamento no civil, Sandro não teve como não cooperar com ela.
Ele só pôde esperar a contragosto, fazendo-lhe companhia.
Finalmente, quando sua paciência se esgotou por completo, ele ergueu o pulso para checar o relógio.
— Já é tarde, tenho uma reunião na empresa. Se você ainda quiser tirar mais fotos, pode ficar aqui fotografando à vontade.
O sorriso no rosto de Roberta congelou por um instante. Que graça teria tirar fotos sozinha ali?
Era o grande dia do casamento no civil deles; se não tivesse o marido ao seu lado, qual seria o sentido?
Mas, pensando bem, ela já havia tirado fotos suficientes, então sorriu.
— Não precisa, já tirei o bastante. Com todo esse material, se editarmos um pouco, poderemos incluir no vídeo do nosso casamento. Sandro, vou voltar para a empresa com você.
Com a certidão assinada no cartório e um dia tão feliz, ela precisava voltar à empresa para se exibir um pouco.
Uma alegria tão grande seria muito solitária se não houvesse ninguém com quem compartilhar.
Além disso, ela até já havia preparado os bem-casados e doces comemorativos.
Sandro já estava extremamente impaciente, mas ao ouvir que Roberta também estava ansiosa para voltar ao trabalho, sentiu um leve alívio.
Ao voltarem para a empresa, naturalmente não seria apropriado levar os fotógrafos.
Afinal, Sandro não tolerava esse tipo de distração no ambiente corporativo.
No Grupo Gattas.
Gisele já havia levado algumas pessoas consigo. Tendo recebido a mensagem de Roberta com antecedência, eles esperavam na porta do elevador do último andar.
— Prestem todos atenção, assim que o Sr. Gattas e a Sra. Salazar saírem, nós precisamos fazer uma surpresa para eles.
— Com certeza. Mas o Sr. Gattas e a Sra. Salazar são verdadeiros modelos de dedicação. Hoje é o dia do casamento deles e, mesmo assim, vieram trabalhar logo depois de assinar os papéis.
— Isso é super normal, todo mundo sabe que a Sra. Salazar é viciada em trabalho. O Sr. Gattas é ainda mais. Os dois formam um casal perfeito.
Assim que terminaram de falar, as portas do elevador se abriram.
Naquele instante, Roberta saiu de braços dados com Sandro. As pessoas que já estavam preparadas na porta estouraram confetes, enchendo o ar de fitas coloridas, trazendo imediatamente a atmosfera festiva de um casamento.
Roberta puxou Sandro para ajudá-la a distribuir os doces aos funcionários.
Sandro continuava se segurando. Ele queria apenas assinar os papéis silenciosamente no cartório e voltar a trabalhar sem alarde, sem atrapalhar a rotina.
No fim das contas, era apenas a assinatura da certidão, não a cerimônia oficial, e mesmo assim gerou todo aquele rebuliço.
Enquanto Roberta distribuía os doces com alegria, Sandro achou que já era o limite de sua paciência. Entregou os doces que segurava ao secretário para que terminasse o serviço e declarou:
— Tenho uma reunião daqui a pouco. Depois que pegarem os doces, limpem essa área e voltem ao trabalho rapidamente. Não atrasem suas tarefas.
Vendo que Sandro havia se pronunciado, Roberta não ousou prolongar mais o momento.
Ela deixou o resto da distribuição para os subordinados e acompanhou Sandro de volta ao escritório para focar no trabalho.
A lenda de que o casal era obcecado por trabalho naturalmente se espalhou pela empresa.
Mas apenas Sandro sabia a verdade. Assim que fechou a porta de seu escritório, ele questionou o secretário rigidamente:
— Quem organizou toda essa palhaçada extravagante? Corte o bônus de um semestre dessa pessoa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...