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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 868

Sob as luzes dos holofotes, Pâmela levantou-se lentamente. Virou-se primeiro para o público, realizando uma leve e elegante reverência, para então caminhar rumo ao palco em passos contidos.

Beto a aguardava e, assim que ela se juntou a ele, entregou o microfone em suas mãos.

Sua aproximação exalava uma aura natural de confiança e classe.

Nesse exato momento, fosse entre os convidados na plateia ou entre os incontáveis líderes e executivos que assistiam de casa, a reação unânime era de completo choque. As mentes não conseguiam processar a informação.

Pâmela Castro... era a Mestra La?

O impacto dessa revelação estava muito além do que qualquer um poderia imaginar.

Todos sabiam que ela era a fundadora daquela pequena empresa de inovação, mas por tanto tempo não haviam recebido qualquer novidade significativa sobre as operações deles.

O único feito notável do grupo tinha sido convencer Igor Paixão a ingressar na equipe.

Depois disso, houve um silêncio total, e o mercado parou de prestar atenção neles.

Recentemente, se alguém procurasse notícias da empresa, só encontraria rumores negativos: falta de capital, falência iminente, incapacidade de pagar os salários, e conflitos sérios com os próprios funcionários.

Diante desse cenário calamitoso, ninguém sequer sonharia em conectar a imagem de Pâmela com a divina Mestra La.

Todos acreditavam ser uma impossibilidade técnica.

E não eram apenas os forasteiros; até os próprios empregados da empresa estavam estarrecidos, com rostos expressando pura descrença.

Mesmo Melissa, na posição de executiva sênior, encarava Pâmela em estado de transe.

Castro... La!

Foi naquele instante que Melissa finalmente acreditou que sua chefe era a lenda que todos procuravam.

Caso contrário, como explicariam o passado, quando Pâmela trabalhava ao lado de Sandro em sua primeira startup? De onde havia surgido aquele talento sobrenatural capaz de atrair recursos de peso para dentro da empresa daquele jovem falido?

Na época, Sandro não tinha fundos, não possuía identidade prestigiada, não ocupava posição na elite. Era apenas um sonhador ambicioso e inexperiente. Contudo, seus negócios decolaram numa ascensão meteórica e implacável.

Foi só por causa desse sucesso inexplicável que ele, mais tarde, garantiu o direito de ser reconhecido e acolhido pelos Gattas.

Beto aproximou-se, abraçou-a levemente e murmurou com lágrimas nos olhos:

— Só nesse exato momento eu consigo acreditar que você realmente retornou. Aquele nosso sonho, interrompido quando tínhamos quinze anos... finalmente ganhou continuidade.

— Obrigado, minha velha amiga. Obrigado por voltar à vida.

Eram poucos os relatos confirmados a respeito da Mestra La no mundo da tecnologia. Mas, todos que circulavam, sem exceção, também envolviam o nome de Beto.

Sendo assim, o único capaz de atestar a identidade de Pâmela com autoridade absoluta era ele.

Pâmela exibiu um sorriso singelo e sustentou o olhar para as lentes de transmissão com uma calma magistral.

Com o microfone em mãos, aquele espaço tornava-se o seu reino absoluto.

Sem depender de roteiros ou cartões de apoio, ela conhecia perfeitamente o seu próprio trabalho. O discurso fluiu naturalmente. Para Pâmela, descrever as inovações de seu produto era algo tão orgânico quanto respirar.

O canal de transmissão, que começou com poucas centenas de pessoas, já estava congestionado com quase um milhão de acessos e a audiência não parava de decolar.

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