— Meu filho, eu imploro, não me mande para o exterior.
No passado, ela até gostava de viajar para fora. Mas sempre com exigências: dinheiro de sobra, seguranças, tradutores e assistentes, tudo para garantir uma vida de luxo e conforto.
Ser exilada era uma situação completamente diferente. Uma vez despachada, ninguém cuidaria dela. Não falava o idioma, não se adaptaria à comida local, não teria muito dinheiro e, no fim, poderia até acabar passando fome nas ruas.
Por isso, Rosangela Azevedo implorou de joelhos, recusando-se a ir.
Do outro lado, Roberta Salazar puxou discretamente a barra da blusa de Natália Salazar.
Natália também estava em pânico naquele dia, sem saber o que fazer.
Normalmente, na mansão da família Castro, ela conseguiria derramar algumas lágrimas, aninhar-se nos braços de Tomas Castro e conseguir o que quisesse com seu charme. Afinal, Tomas sempre caía na sua lábia.
Mas agora não estavam na casa dos Castro. Gonçalo e Talita estavam sentados ali com uma imponência assustadora. Apenas a presença deles já a sufocava.
Aqueles dois, junto com Sandro Gattas, jamais cairiam nos seus truques. Na verdade, ela sequer tinha o direito de abrir a boca ali; qualquer palavra seria imediatamente silenciada.
Natália olhou para Roberta com os olhos marejados, segurando as lágrimas.
Ela esperava que a filha, que criou com tanto esforço, tivesse um casamento glorioso naquele dia, invejado por todos.
Mas as coisas deram errado. A glória desapareceu, e a humilhação foi pública e avassaladora.
Ela não se importava tanto com o vexame em si, mas doía pensar que o caminho da filha rumo à alta sociedade havia começado de forma tão desastrosa.
Além disso, os quinhentos milhões que pareciam garantidos haviam evaporado. Como não sentir uma dor no peito e uma vontade imensa de chorar?
Roberta mordeu o lábio e sussurrou:
— Mãe, por favor, me salve.
Natália a olhou surpresa. Naquela situação, ela realmente não tinha saída, estava de mãos atadas!
Como poderia salvá-la?
Natália a encarou, confusa.
Roberta implorou novamente em voz baixa:
— Se você assumir a culpa e disser que foi tudo ideia sua, me tirando dessa história, pelo menos conseguirei salvar meu casamento.
O coração de Natália deu um salto.
— Foi ela quem me mandou seduzir o senhor Gonçalo. Eu não queria, mas ela me ameaçou usando dinheiro!
— Filho, pelo fato de eu ser sua mãe biológica, me deixe voltar para a minha cidadezinha, eu imploro...
Antes que Rosangela terminasse, Natália apertou a mão de Roberta, como se dissesse para não se preocupar e deixar tudo em suas mãos.
Então, ela soltou a mão da filha, deu alguns passos à frente e parou diante de Gonçalo e Talita.
Com um baque surdo, Natália caiu de joelhos diante dos dois.
Tirando uma atuação de onde não tinha, as lágrimas começaram a escorrer enquanto ela implorava com uma voz frágil:
— A culpa é toda minha. Eu perdi a cabeça.
— Isso não tem nada a ver com a minha filha. Fui eu quem planejou tudo.
— Fui eu quem quis trazer a Rosangela para tomar o lugar da dona Talita.
— Se quiserem culpar alguém, que culpem a mim!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...