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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 871

— Meu filho, eu imploro, não me mande para o exterior.

No passado, ela até gostava de viajar para fora. Mas sempre com exigências: dinheiro de sobra, seguranças, tradutores e assistentes, tudo para garantir uma vida de luxo e conforto.

Ser exilada era uma situação completamente diferente. Uma vez despachada, ninguém cuidaria dela. Não falava o idioma, não se adaptaria à comida local, não teria muito dinheiro e, no fim, poderia até acabar passando fome nas ruas.

Por isso, Rosangela Azevedo implorou de joelhos, recusando-se a ir.

Do outro lado, Roberta Salazar puxou discretamente a barra da blusa de Natália Salazar.

Natália também estava em pânico naquele dia, sem saber o que fazer.

Normalmente, na mansão da família Castro, ela conseguiria derramar algumas lágrimas, aninhar-se nos braços de Tomas Castro e conseguir o que quisesse com seu charme. Afinal, Tomas sempre caía na sua lábia.

Mas agora não estavam na casa dos Castro. Gonçalo e Talita estavam sentados ali com uma imponência assustadora. Apenas a presença deles já a sufocava.

Aqueles dois, junto com Sandro Gattas, jamais cairiam nos seus truques. Na verdade, ela sequer tinha o direito de abrir a boca ali; qualquer palavra seria imediatamente silenciada.

Natália olhou para Roberta com os olhos marejados, segurando as lágrimas.

Ela esperava que a filha, que criou com tanto esforço, tivesse um casamento glorioso naquele dia, invejado por todos.

Mas as coisas deram errado. A glória desapareceu, e a humilhação foi pública e avassaladora.

Ela não se importava tanto com o vexame em si, mas doía pensar que o caminho da filha rumo à alta sociedade havia começado de forma tão desastrosa.

Além disso, os quinhentos milhões que pareciam garantidos haviam evaporado. Como não sentir uma dor no peito e uma vontade imensa de chorar?

Roberta mordeu o lábio e sussurrou:

— Mãe, por favor, me salve.

Natália a olhou surpresa. Naquela situação, ela realmente não tinha saída, estava de mãos atadas!

Como poderia salvá-la?

Natália a encarou, confusa.

Roberta implorou novamente em voz baixa:

— Se você assumir a culpa e disser que foi tudo ideia sua, me tirando dessa história, pelo menos conseguirei salvar meu casamento.

O coração de Natália deu um salto.

— Foi ela quem me mandou seduzir o senhor Gonçalo. Eu não queria, mas ela me ameaçou usando dinheiro!

— Filho, pelo fato de eu ser sua mãe biológica, me deixe voltar para a minha cidadezinha, eu imploro...

Antes que Rosangela terminasse, Natália apertou a mão de Roberta, como se dissesse para não se preocupar e deixar tudo em suas mãos.

Então, ela soltou a mão da filha, deu alguns passos à frente e parou diante de Gonçalo e Talita.

Com um baque surdo, Natália caiu de joelhos diante dos dois.

Tirando uma atuação de onde não tinha, as lágrimas começaram a escorrer enquanto ela implorava com uma voz frágil:

— A culpa é toda minha. Eu perdi a cabeça.

— Isso não tem nada a ver com a minha filha. Fui eu quem planejou tudo.

— Fui eu quem quis trazer a Rosangela para tomar o lugar da dona Talita.

— Se quiserem culpar alguém, que culpem a mim!

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