Talita bufou friamente e perguntou, incrédula:
— O que você disse?
Natália enxugou as lágrimas e ergueu o olhar para Talita:
— Eu sei que a senhora não gosta da minha filha. Por isso, quis que Rosangela tomasse o seu lugar.
— Eu queria que minha filha tivesse uma boa relação com a sogra, para que sua vida fosse mais fácil após o casamento.
— Vocês nunca aceitaram que ela se casasse com o Sandro. Se não fosse por isso, eu não teria recorrido a esses métodos.
— E eu não sabia que essa Rosangela era viciada em jogos.
— Depois que chegou à capital, ela enrolou a minha Roberta, dizendo que queria fazer uma surpresa para o Sandro no momento certo, e a proibiu de falar sobre ela.
— Se não fosse por isso, o prejuízo não teria sido tão grande.
Talita trocou um olhar com Gonçalo.
Os dois, já calejados pela vida, sabiam muito bem separar a verdade da mentira no discurso de Natália.
Rosangela não tinha salvação, sua natureza era podre, mas eles não estavam ali para fazer um interrogatório.
O casal idoso olhou para Natália e depois para Roberta.
Roberta estava de cabeça baixa, em silêncio. Seu rosto, coberto pela maquiagem de noiva, estava lindo, porém inchado. Era evidente que o tapa de Sandro havia sido forte e sem qualquer hesitação.
Ela mantinha uma postura miserável e submissa. Estava claro que tentava se passar por vítima inocente, esperando ver o quanto Sandro acreditaria no seu teatro.
Talita soltou uma risada seca:
— Que bando de gente sem vergonha.
Ao dizer isso, levantou-se e olhou para Gonçalo:
— Querido, vamos embora.
Gonçalo também se levantou e segurou a mão da esposa.
— Você tem razão. Não adianta gastar saliva com essa gente cínica.
Ele lançou um último olhar significativo para Sandro.
Ele já havia dado seu ultimato e deixado suas exigências claras.
— Sandro, juro que tudo isso foi ideia minha. A Roberta não teve nada a ver com isso.
— Aquele dote de quinhentos milhões não foi invenção dela.
— Fui eu. Fiquei ressentida ao saber que os seus pais deram quinhentos milhões de dote para a Pâmela no passado. Pensei: se deram tanto para a Pâmela, por que minha filha não merece o mesmo?
— Eu só queria lutar por ela. Não era pelo dinheiro, era pelo prestígio da Roberta.
— Sandro, considere o quanto ela ainda é útil para você. Ajude a limpar a imagem dela e dê-lhe mais uma chance.
— Vocês passaram por tanto para chegar até aqui e se casarem. Não deixe que o meu erro destrua o relacionamento de vocês.
Chorando, Natália puxava o terno de Sandro para pedir clemência.
Percebendo que ele continuava irredutível, ela insistiu:
— Se for preciso, eu mesma dou uma declaração pública! Foi tudo culpa minha, eu assumo as consequências.
— Faço qualquer coisa para que vocês fiquem bem.
— Além disso, Sandro... você sabe que a competência da Roberta ainda pode te beneficiar muito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...