O dia do casamento no cartório era de extrema importância para Roberta.
Após uma longa e árdua jornada, ela finalmente havia triunfado, garantindo o título e a posição que tanto desejava.
Em questão de status, agora ela era legítima.
Há anos, não havia ninguém na empresa que desconhecesse o seu envolvimento com Sandro. O problema era a falta de um status oficial; ela nunca fora formalmente apresentada nem como namorada.
E o motivo era claro: na época, Sandro ainda não era um homem divorciado.
Sem um título legítimo, ela temia a repulsa social; ser rotulada como amante era um destino que desejava evitar a todo custo.
Antes, não possuía um status que justificasse a sua posição. Mas agora tudo mudou; foi justamente por não ter esse título que tanta gente falou mal dela pelas costas.
É claro que essas pessoas não ousavam dizer nada na sua frente.
Mas, mesmo falando pelas costas, ela acabava descobrindo alguma coisa.
No fundo, as pessoas, notando que Sandro se mantinha solteiro e não assumia publicamente um relacionamento com ela, especulavam que as suas chances de ascensão eram nulas, o que mantinha as portas abertas para outras pretendentes.
Mas hoje, o dia de glória havia chegado e Roberta estava decidida a exibir a sua vitória.
Logo pela manhã, ordenou que Gisele providenciasse o envio de bem-casados e outros docinhos para toda a empresa.
Enquanto isso, aguardava Sandro no saguão do hotel.
A equipe de fotógrafos e cinegrafistas já estava posicionada com antecedência. Roberta, deslumbrante na sua maquiagem impecável, já irradiava a aura de uma noiva.
Sandro, por outro lado, estava longe de compartilhar a mesma alegria.
O peso da rejeição paterna sofrida na noite anterior, na mansão da família, ainda o oprimia e, naturalmente, não o deixava feliz.
No entanto, por respeito à ocasião e para não constranger Roberta, esforçava-se para manter as aparências.
Os dois partiram do hotel, seguidos pela equipe de filmagem.
Dentro do carro, Sandro rompeu o silêncio:
— É apenas a assinatura dos papéis no cartório, não a cerimônia de casamento. Qual a necessidade de trazer toda essa gente para tirar fotos?
Roberta respondeu com um sorriso doce:
O sorriso inicial de Sandro logo se transformou em uma expressão séria e impaciente.
Mergulhada na própria euforia e animação, Roberta não notou o crescente desconforto do seu novo marido.
Contudo, o fotógrafo, experiente em captar as sutilezas do ambiente, percebeu a mudança de humor. Após registrar algumas fotos essenciais, aproximou-se e sussurrou:
— Srta. Salazar, acredito que já temos excelentes imagens.
Roberta ignorou completamente a segunda parte da frase. Focou apenas no tratamento e ergueu, triunfante e com um sorriso, a certidão de casamento:
— Eu não sou mais a Srta. Salazar. Olhe aqui: sou uma mulher comprometida e legítima. Agora, eu sou a Sra. Gattas.
O fotógrafo corrigiu-se prontamente:
— Sim, Sra. Gattas.
Ouvir o título Sra. Gattas a elevou ao sétimo céu de satisfação.
A euforia transbordava do seu rosto e, não satisfeita, ela obrigou Sandro a posar para mais uma infinidade de fotos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...