Pâmela nunca tinha sido uma santa; o que lhe deviam, ela fazia questão de cobrar até o último centavo. Quanto ao resto, nada mais importava.
Ela jamais permitiria que alguém a machucasse de novo!
Benício acenou com a cabeça:
— Tudo bem, Pâmela. Quando precisar agir, pode deixar comigo.
— Aquele casarão, na verdade, já incomodava muita gente há tempos. O mais importante é que tem alguém querendo se livrar do Darius.
— Se você tiver alguma ideia, Pâmela, na hora certa, a gente entra em contato com as outras pessoas e resolvemos isso juntos.
Pâmela concordou:
— Certo, fique de olho nisso. Quando chegar a hora, eu te aviso.
— Por enquanto, eu ainda prefiro que ela e o Sandro se casem normalmente.
— Afinal, esse é o dia que os dois esperaram por tanto tempo.
— Não podemos deixar um arrependimento tão grande na vida deles, não é? Isso seria uma pena.
Benício sorriu:
— Entendi perfeitamente, Pâmela.
Um homem ingrato como Sandro merecia tudo isso. Se não fosse por Pâmela no passado, como ele teria chegado onde estava hoje?
Provavelmente ele já havia esquecido as próprias origens, achando que conquistou tudo pelo próprio mérito e que por isso voava tão alto, certo?
Mesmo não tendo o mesmo império que ele, Benício desprezava aquele tipo de homem.
Pâmela disse:
— Vou ficar com essas fotos. Se o seu pessoal ainda tiver os negativos ou cópias, certifique-se de destruí-los.
— Imagino que a Roberta, depois de passar por esse susto, não vá se arriscar a voltar àquele casarão tão cedo, então será difícil conseguir esse tipo de prova no futuro.
— Por isso, antes de eu dar o meu bote, não quero que essas fotos vazem por aí.
— Pode deixar, Pâmela. Comigo o serviço é garantido.
Pâmela confiava nele; se não confiasse, teria ido destruir os negativos pessoalmente.
— Afinal, olha a mãe que ela tem. No passado, mesmo quando a minha mãe enlouqueceu, ainda havia a avó para barrar as duas. Ela e a mãe nunca conseguiram entrar pela porta da frente da família Castro.
— O Tomas até dava dinheiro para as duas, mas pelo visto, para elas, isso era apenas uma gota no oceano, não dava nem para o gasto.
— Então, no fim das contas, o dinheiro nunca era suficiente.
— E quando falta dinheiro, é natural que se busque outras formas de conseguir.
— Aquela mulher, a Natália, sempre jogou sujo. A Roberta cresceu vendo isso, imitando tudo, então foi fácil aprender as piores artimanhas.
— Pelo jeito, ela já devia fazer esse tipo de coisa desde a adolescência.
— Rendia muito dinheiro!
— Não é à toa que ela desprezou a oferta do Tomas de pagar os estudos dela no exterior. Pelo visto, com a supervisão da avó, o dinheiro que ele mandava só dava para ela sobreviver, nada mais.
— Por isso, ela precisava se vender para conseguir recursos e viver uma vida de luxo.
— Eu só não esperava que alguém que vive posando de superior pudesse fazer coisas tão nojentas por trás dos panos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...