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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 795

Pâmela desviou o olhar das fotografias e encarou Benício:

— O que é isso?

Benício respondeu:

— Pois é, Pâmela, uma grande coincidência. Você sabe que a nossa área de atuação é bem vasta, certo?

— Costumamos manter contato com alguns agiotas da região. Hoje era o dia do pagamento da dívida da Roberta.

— Por acaso, o pessoal de lá estava com a equipe reduzida e não ia dar conta, então pediram que eu mandasse alguém para ficar de olho nela.

— Coloquei um dos meus homens na cola dela e, depois de um tempo, ele me enviou essas fotos.

Pâmela assentiu devagar:

— O que eu quero saber é... o que diabos ela está fazendo nessas fotos?

— Para entender o que ela está fazendo, Pâmela, primeiro escute o que vou dizer.

— Talvez você não conheça essa propriedade afastada na periferia, nem saiba quem mora ali dentro.

— Não sei se você já ouviu falar no nome Darius.

Pâmela forçou a memória por um longo tempo até finalmente se recordar:

— Acho que já ouvi. A fama dele não é das melhores. Lembro que a minha avó chegou a lidar com ele. Ele deve ser da geração dela, talvez uns dez anos mais novo?

Benício confirmou:

— Exatamente. Eu também só fui conhecer a figura dele depois de vasculhar os arquivos. Ele começou como um simples marginal, um caloteiro, juntou algum dinheiro e foi investindo aos poucos. Seus métodos sempre foram imundos.

— Já é um idoso, mas foca exclusivamente em garotinhas. É de dar nojo.

— Não sei se é por estar velho demais para a coisa, mas ele tem a mania bizarra de destruir as meninas mais novas. Um velho doente.

— Quando vi a Roberta tirando a roupa na casa dele, fiquei em choque.

— Na idade dela, a Roberta já não está no cardápio desse crápula.

— Mas ela foi até lá como quem já conhecia muito bem o caminho.

— Pâmela, me diz uma coisa... será que a Roberta não começou a tirar dinheiro desse velho quando ainda era uma garotinha?

— Pâmela, se isso vazar, a Roberta nunca mais vai conseguir se reerguer na capital.

— As fotos estão nas suas mãos. Basta você me dar uma palavra e eu faço esse serviço de forma impecável para você.

Benício estava ciente do divórcio de Pâmela e Sandro, assim como sabia que fora Roberta quem causara o acidente que deixou a avó de Pâmela em estado vegetativo até hoje, além de tê-la incriminado e mandado para a cadeia por dois anos.

Agora que tais provas caíram no colo de Pâmela, arruinar Roberta seria brincadeira de criança.

Se Pâmela quisesse vingança, a hora era agora.

Pâmela olhou para Benício de forma serena:

— Sem pressa.

— A mãe dela tem uma dívida com a minha mãe. A própria Roberta feriu a mim e destruiu a minha avó. São muitas contas a pagar, e precisamos cobrar tudo lentamente, uma a uma.

— Por que ela mereceria o privilégio de ser destruída de uma só vez e se ver livre de forma tão rápida?

— Cada dívida está anotada. Se eu simplesmente arruinar a reputação dela agora, que graça teria a minha vingança?

— Ela tem que descer ladeira abaixo, passo a passo, vendo com os próprios olhos a sua vida se despedaçar até não sobrar mais nada. Ela tem que amar o homem errado, admitir seus crimes, perder sua reputação e ir parar atrás das grades. Só esse seria um final digno para o lixo que ela é!

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