Pâmela desviou o olhar das fotografias e encarou Benício:
— O que é isso?
Benício respondeu:
— Pois é, Pâmela, uma grande coincidência. Você sabe que a nossa área de atuação é bem vasta, certo?
— Costumamos manter contato com alguns agiotas da região. Hoje era o dia do pagamento da dívida da Roberta.
— Por acaso, o pessoal de lá estava com a equipe reduzida e não ia dar conta, então pediram que eu mandasse alguém para ficar de olho nela.
— Coloquei um dos meus homens na cola dela e, depois de um tempo, ele me enviou essas fotos.
Pâmela assentiu devagar:
— O que eu quero saber é... o que diabos ela está fazendo nessas fotos?
— Para entender o que ela está fazendo, Pâmela, primeiro escute o que vou dizer.
— Talvez você não conheça essa propriedade afastada na periferia, nem saiba quem mora ali dentro.
— Não sei se você já ouviu falar no nome Darius.
Pâmela forçou a memória por um longo tempo até finalmente se recordar:
— Acho que já ouvi. A fama dele não é das melhores. Lembro que a minha avó chegou a lidar com ele. Ele deve ser da geração dela, talvez uns dez anos mais novo?
Benício confirmou:
— Exatamente. Eu também só fui conhecer a figura dele depois de vasculhar os arquivos. Ele começou como um simples marginal, um caloteiro, juntou algum dinheiro e foi investindo aos poucos. Seus métodos sempre foram imundos.
— Já é um idoso, mas foca exclusivamente em garotinhas. É de dar nojo.
— Não sei se é por estar velho demais para a coisa, mas ele tem a mania bizarra de destruir as meninas mais novas. Um velho doente.
— Quando vi a Roberta tirando a roupa na casa dele, fiquei em choque.
— Na idade dela, a Roberta já não está no cardápio desse crápula.
— Mas ela foi até lá como quem já conhecia muito bem o caminho.
— Pâmela, me diz uma coisa... será que a Roberta não começou a tirar dinheiro desse velho quando ainda era uma garotinha?
— Pâmela, se isso vazar, a Roberta nunca mais vai conseguir se reerguer na capital.
— As fotos estão nas suas mãos. Basta você me dar uma palavra e eu faço esse serviço de forma impecável para você.
Benício estava ciente do divórcio de Pâmela e Sandro, assim como sabia que fora Roberta quem causara o acidente que deixou a avó de Pâmela em estado vegetativo até hoje, além de tê-la incriminado e mandado para a cadeia por dois anos.
Agora que tais provas caíram no colo de Pâmela, arruinar Roberta seria brincadeira de criança.
Se Pâmela quisesse vingança, a hora era agora.
Pâmela olhou para Benício de forma serena:
— Sem pressa.
— A mãe dela tem uma dívida com a minha mãe. A própria Roberta feriu a mim e destruiu a minha avó. São muitas contas a pagar, e precisamos cobrar tudo lentamente, uma a uma.
— Por que ela mereceria o privilégio de ser destruída de uma só vez e se ver livre de forma tão rápida?
— Cada dívida está anotada. Se eu simplesmente arruinar a reputação dela agora, que graça teria a minha vingança?
— Ela tem que descer ladeira abaixo, passo a passo, vendo com os próprios olhos a sua vida se despedaçar até não sobrar mais nada. Ela tem que amar o homem errado, admitir seus crimes, perder sua reputação e ir parar atrás das grades. Só esse seria um final digno para o lixo que ela é!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...