— Não, do que você está falando? Nós viemos a passeio, não somos pessoas comuns. Nossa filha é muito bem-sucedida, trabalha para um grande empresário.
Não nos falta dinheiro e não precisamos trabalhar. A Sra. Castro disse que nos daria vinte e cinco mil por mês para despesas.
Nós somos ricos.
Eles haviam acabado de receber algumas dezenas de milhares para despesas e, como ainda não tinham gasto, o dinheiro estava com eles.
Sílvia também achava que a situação estava muito estranha. Se não lhes faltava dinheiro, por que motivo teriam que trabalhar para os outros?
Eles tinham saído para uma viagem de volta ao mundo!
Após a fala de Sílvia, os outros membros da família Barreiros começaram a fazer um escândalo.
O tradutor, não suportando mais aquela cena, disparou:
— Quem vocês pensam que são para receber vinte e cinco mil por mês cada um?
Quanto a filha de vocês ganha por mês? Contem quantas pessoas têm aqui.
Por mês, só com vocês, seriam quinhentos mil. Por ano, daria seis milhões. Por mais competente que a filha de vocês seja, ela teria tanta capacidade assim?
Ela não precisa viver também?
Bando de caipiras ignorantes, dos mais velhos aos mais novos, nenhum de vocês presta.
Vocês deveriam mesmo ser vendidos para traficantes de pessoas para aprenderem as duras lições da vida. Acham mesmo que vieram apenas para trabalhar ilegalmente?
— Que trabalho ilegal? Nós viemos fazer turismo!
— Turismo? Continuem sonhando. Vocês ofenderam quem não deviam e foram mandados para fora do país para trabalho escravo.
Nunca mais vão voltar!
Não tem turismo e não tem dinheiro para despesas. Quem trabalha, ganha o sustento; quem não trabalha, não tem absolutamente nada!
Ao ouvirem isso, todos finalmente entenderam a gravidade da situação.
— Fomos enganados! Aquela Sra. Castro, junto com o Sr. Queiroz, nos enganou!
— Voltar para casa? Vocês não têm nem documento de identidade. Foram contrabandeados em águas internacionais, como acham que vão voltar? Podem esquecer, vocês nunca mais voltarão nesta vida. Trabalhem duro aqui para ganhar dinheiro, só assim conseguirão sobreviver.
Nem documento de identidade? Eles se lembraram de que os documentos estavam com o Sr. Queiroz, que havia dito que cuidaria dos passaportes e dos vistos.
Mas, no navio, não deveriam ter sido entregues ao tradutor?
Parecia que, ao embarcarem, todos estavam tão maravilhados com a novidade que ninguém se importou com esse detalhe.
No fim das contas, tudo havia sido meticulosamente planejado para transformá-los em trabalhadores escravos em terras estrangeiras.
— Chega, parem de me olhar com essa cara. A vida de vocês termina aqui.
Sem querer perder mais tempo, ele ordenou que os outros homens levassem a família à força.
Vendo que o grupo continuava a causar alvoroço, os homens do outro lado perderam a paciência. Um deles sacou uma arma e deu um tiro para o alto.
A família Barreiros, acostumada a impor sua vontade com arrogância na própria vila, e que já havia lidado com autoridades nas vezes em que foi à cidade atrás de Susana, nunca tinha visto nada parecido.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...