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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 77

Pâmela sentiu uma coceira na orelha, imaginando quem estaria falando mal dela pelas costas.

Mas logo, Evaldo se aproximou com um documento.

Ele estendeu o arquivo.

— Preciso falar com você sobre a condição da sua avó.

A expressão de Pâmela tornou-se instantaneamente séria.

— Como está a saúde da minha avó?

Evaldo assentiu.

— Eu providenciei para que ela fizesse um check-up completo e uma avaliação. Os resultados já saíram.

Pâmela já tinha essa intenção, mas ainda não havia encontrado um médico adequado.

Evaldo era realmente muito completo.

Ao abrir o relatório, Pâmela examinou cada resultado cuidadosamente.

Depois de ler, um suor frio percorreu seu corpo.

— Este relatório está dizendo que minha avó tem sido mantida apenas com um sopro de vida nos últimos dois anos. Que ela já não é diferente de uma pessoa morta e que, se os tubos forem removidos, seu coração parará de bater em menos de dez minutos, é isso?

As lágrimas começaram a se formar em seus olhos, mas ela as segurou, recusando-se a chorar.

— Sinto muito. — Disse Evaldo. — A condição física dela chegou ao limite. Este é o relatório médico mais abalizado do mundo. A decisão de remover ou não os tubos depende inteiramente de você.

Pâmela respirou fundo, com dificuldade.

— Isso é uma declaração de que minha avó está morta na prática?

— Eu sinto muito. — Disse Evaldo. — Minha intenção era ajudar sua avó. Posso mobilizar recursos médicos suficientes para você, mas a condição física dela... ela está idosa e sofreu um trauma grave.

As lágrimas que Pâmela segurava com tanto esforço finalmente rolaram por seu rosto.

Ela não queria chorar, de jeito nenhum.

Desabando impotente no sofá, Pâmela disse em voz baixa:

— Eu cresci com minha mãe e minha avó. Depois que minha mãe enlouqueceu, foi minha avó quem cuidou de mim.

— Meu pai e meus irmãos estavam sempre muito ocupados. Eles me davam muito dinheiro, uma mesada que todos os meus colegas invejavam.

— Mas eles nunca me ouviam.

— Eu disse que tinha meu próprio estúdio. Eles me jogaram uma quantia de dinheiro e me disseram para gastar como quisesse.

— A herdeira da família Castro podia fazer o que quisesse.

— Minha avó cozinhava muitas coisas deliciosas e as levava pessoalmente ao estúdio, compartilhando com todos e nos dizendo que, se precisássemos de ajuda, poderíamos procurá-la.

— Eu disse que queria entrar na melhor universidade, que já havia feito minha inscrição.

— Eles concordaram sorrindo na minha frente, me elogiando.

— Mas eu ouvi meu pai dizer pelas costas ao Allan para contatar a universidade, que não importava o preço, ele doaria uma quantia para garantir que eu não fosse reprovada e me tornasse uma piada no círculo da alta sociedade.

— Apenas minha avó me preparava lanches extras, refeições nutritivas, me levava e buscava, faça chuva ou faça sol, sendo meu porto seguro.

— Mais tarde, eu lhes disse que tinha um professor incrível, Rafael, que não aceitava alunos há muito tempo, mas que abriu uma exceção para mim.

— Lembro que meu pai atendeu uma ligação e saiu.

— Meus dois irmãos perguntaram algumas coisas, mas esse tipo de assunto nunca lhes interessou.

Capítulo 77 1

Capítulo 77 2

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