Pâmela realmente não tinha pensado em vingança antes, pois seu tempo era limitado, mas agora ela queria tentar viver o máximo possível.
Quanto mais tempo vivesse, mais coisas poderia fazer.
Pâmela entregou seus documentos de identidade a Sérgio para que ele cuidasse do registro da empresa.
Ela mesma voltou à prisão.
Ela havia sido libertada mais cedo por motivos de saúde, então precisava se apresentar na prisão periodicamente.
Nos dois anos que passou na prisão, teve dias bons e ruins, mas a guarda com quem ela se deu bem mais tarde era bastante simpática.
Ao contrário das guardas anteriores, ela não a importunava, então Pâmela podia ler, estudar e até usar um computador sob supervisão.
Desta vez, ao se apresentar, Pâmela também queria pedir um favor a ela.
Depois de passar por todos os procedimentos, Pâmela finalmente falou.
— Sra. Barbosa, gostaria de pedir um favor.
— Eu ainda nem te agradeci por ajudar meu filho com a lição de casa e consertar o computador. O que você precisa? Pode pedir o que quiser.
Eliana Barbosa era uma mãe solteira com um filho adolescente rebelde e desmotivado.
Às vezes, quando fazia horas extras ou trabalhava no turno da noite, ela o trazia para o escritório.
Naquela época, Pâmela foi designada para a limpeza e, casualmente, ajudou o menino com alguns problemas de matemática.
Depois, enquanto jogava, ela o ajudou a derrotar um chefe difícil.
Mais tarde, quando Pâmela ia para o escritório, Eliana assumia a limpeza, e Pâmela cuidava do filho dela.
Inesperadamente, depois de alguns meses, as notas do menino melhoraram, e ele se tornou confiante e obediente.
Isso deixou Eliana extremamente feliz.
No entanto, ela ainda se sentia um pouco culpada por ter tido vários pedidos de liberdade condicional de Pâmela por motivos de saúde rejeitados.
Não havia o que fazer, ela era apenas uma funcionária de baixo escalão. Se os superiores não aprovassem, mesmo que ela tentasse suborná-los duas vezes, não adiantaria.
Felizmente, no final, foi aprovado, e Pâmela pôde sair para tratar sua doença.
Pâmela não tinha outros contatos na prisão, então só podia pedir a ajuda de Eliana.
— Eu gostaria de uma cópia dos meus registros de quando fui presa. Seria difícil de conseguir?
— Ah, os registros. — Disse Eliana. — Sem problemas, posso copiar do banco de dados do computador e te enviar depois. Pâmela, sua saúde está bem?
Pâmela assentiu.
— Tive uma crise, mas depois me senti bem.
Vendo que Pâmela parecia ter mais algo a dizer, Eliana disse abertamente:
— O que mais você não pode me contar? Diga tudo de uma vez.
— Antes, meus pedidos de liberdade condicional por motivos de saúde eram sempre bloqueados. — Disse Pâmela. — Queria saber por quê.
Eliana balançou a cabeça, impotente.
— Sobre isso, nem você nem eu sabemos. Eu mesma estava curiosa. Em outra ala, uma detenta com uma condição ainda mais leve que a sua teve o pedido aprovado na primeira tentativa.

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