Depois de desligar o telefone, Natália soltou um longo suspiro. Após tantos anos, que tipo de tempestade ela já não havia enfrentado?
Tomas já estava na palma de sua mão há muito tempo; o que mais ela não conseguiria resolver?
Um assunto tão trivial certamente não seria o suficiente para fazê-la entrar em pânico.
Antes, foi apenas porque Tomas trouxe a questão à tona de forma tão repentina, pegando-a sem nenhuma preparação psicológica, que suas pernas cederam e ela caiu de joelhos.
Agora, era o momento de pensar com calma em como lidar com aquela situação.
Com as ideias no lugar, Natália foi lavar o rosto sem pressa.
Ela havia usado uma máscara facial e chorado, então precisava se recompor adequadamente.
Não precisaria de maquiagem. Afinal, precisava que Tomas e os dois enteados a vissem com uma aparência de alguém 'profundamente arrependida' e de coração partido para que pudessem ficar tranquilos, certo?
Quanto a isso, Natália tinha plena confiança em si mesma.
Afinal, ela já havia atuado diante das câmeras de transmissão ao vivo; suas habilidades de encenação eram mais do que suficientes.
Por outro lado, Allan e Ronaldo discutiam o plano de irem mais tarde à Mela Tecnologia para esperar Pâmela sair do trabalho. Queriam levá-la para jantar em família e explicar toda a situação.
Ronaldo pensou um pouco e sugeriu:
— Allan, é melhor darmos um jeito de marcar um horário com a Pâmela primeiro. Já que queremos consertar nossa relação com ela, precisamos demonstrar algum respeito. Caso contrário, ela vai achar que estamos sendo machistas e autoritários de novo.
Allan refletiu por um momento e concordou com a cabeça:
— Você tem razão. Eu deveria marcar com ela com antecedência. Além disso, eu havia prometido a ela que resolveria tudo em três dias, e esse prazo já passou. Preciso pedir desculpas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...