Assim que a ligação foi atendida, Natália descobriu que os irmãos Castro não haviam ido atrás de Roberta na empresa.
Não por bondade ou decência, mas apenas porque Roberta estava no chão de fábrica e eles não se cruzaram nos corredores.
Ofegante, Natália relatou em detalhes o que acabara de acontecer na mansão. Do outro lado da linha, Roberta ficou em silêncio absoluto. Levou alguns segundos até que a voz da mãe a trouxesse de volta à realidade.
— Meu Deus... — murmurou Roberta. — Então aquelas reuniões a portas fechadas, de onde mal se ouvia o som da voz deles no escritório da presidência... eles estavam investigando a época da prisão. E o pior: acharam o fio da meada.
Natália se assustou.
— O quê? Roberta, você sabia que eles estavam investigando isso e não me avisou?
Roberta, é claro, não fazia a menor ideia.
— E como eu ia saber, mãe? Nas últimas semanas, eles se enfiaram na sala do CEO ou na do Presidente, cerraram as cortinas, trancaram as portas e passavam o dia conspirando. Eu escutava alguns gritos abafados de longe de vez em quando, mas jamais imaginaria que a briga era por causa desse assunto enterrado.
Natália rangeu os dentes, exasperada:
— Se tivéssemos descoberto antes, poderíamos ter apagado os nossos rastros e evitado essa bomba! Agora já era. O Tomas quase me engoliu viva hoje. Eu tive que me jogar no chão e me humilhar de joelhos para ele parar. Eu não faço ideia do que fazer agora. O Tomas é covarde, é fácil manipulá-lo com lágrimas, mas o Allan e o Ronaldo são cobras criadas. Lidar com aqueles dois vai ser um pesadelo.
Ao escutar isso, Roberta conseguiu imaginar perfeitamente a ganância brilhando nos olhos de Allan e Ronaldo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Da prisão ao Topo: A Era dela na TI
Por favor. Poderiam desbloquear os capítulos gratuitos?Desde o dia 02/06...
Não terá atualização do capítulos gratuitos?...