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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 89

“Max Whitmore”

O som do tapa ainda ecoa na minha cabeça quando vejo Giulia sair da sala transbordando ódio, com Liz correndo atrás dela.

A marca da mão dela arde no meu rosto, mas é fichinha perto da sensação que se instala em mim.

Merda. Estraguei tudo.

— Max, que porra você está pensando em fazer? — Ettore pergunta quando me vê indo em direção à porta.

Ignoro. Não posso deixar assim. Saio da sala e sigo pelo corredor. Preciso alcançá-la.

Explicar que não foi… bom, que foi exatamente o que ela pensa, mas não pelos motivos que ela imagina.

Quando viro o corredor, a vejo parada em frente ao elevador, apertando o botão como se quisesse furar a parede. Liz está ao lado, tentando consolá-la com alguma coisa que não consigo ouvir.

— Giulia — chamo, me aproximando devagar. — Por favor, me deixe explicar.

Ela se vira devagar. A raiva nos olhos dela é tão intensa que, por um segundo, acho que vem outro tapa.

Mas não. Ela levanta o dedo do meio bem na minha cara.

— Vá à merda, Max — diz, num tom baixo, seco, que corta mais fundo que qualquer grito.

Depois, revira os olhos, ainda com o dedo em riste, solta um suspiro impaciente e segue em direção às escadas, pisando firme.

— Giulia, espera! — grito, indo atrás dela.

Mas Liz para na minha frente, me impedindo de continuar. Pequena, sim, mas com uma cara de quem jogaria uma cadeira em mim sem pensar duas vezes.

— Nem tenta — diz, me cutucando o peito com o dedo. — Você já fez estrago demais por hoje.

— Liz, eu só quero…

— Deixar minha amiga em paz, Max — ela corta, e cutuca meu peito de novo. — Primeiro, porque você foi um babaca manipulador. Segundo, porque ela não vai querer ouvir uma palavra sua nesse estado.

Olho por cima do ombro dela, vendo Giulia desaparecer na escada, e abaixo o olhar. A culpa e o arrependimento me engolem de um jeito que eu não esperava.

— Você está certa — murmuro, passando a mão pelo rosto. — Sou mesmo um babaca.

Liz me encara por mais alguns segundos, como se ainda estivesse decidindo se me dá outro sermão ou me deixa afundar sozinho na culpa.

— Se você realmente se importa, resolva isso, Max. Mas se for só culpa pelo flagrante… faz o que ela pediu e se afasta — diz, antes de virar e seguir pelas escadas atrás da amiga.

Fico parado no corredor vazio, ouvindo o som dos saltos delas ecoando enquanto se afastam.

Alguns minutos depois, volto para a sala de Ettore. Ele continua em pé atrás da mesa, me encarando como se tentasse montar o quebra-cabeça do desastre que acabou de acontecer.

— Porra — murmuro, me jogando na cadeira com um peso que não achei que sentiria.

— Bem — ele comenta, com aquele tom dele que mistura ironia e diversão contida — isso foi… intenso.

— Aparentemente, sim — admito, me sentindo um completo idiota. — E agora ela nunca mais vai querer nem ver minha cara.

— Pensei que você não acreditava em relacionamentos sérios — diz, com aquela ironia clássica. — Que mulher só se aproxima da nossa conta bancária. Pelo menos, foi o que ouvi de você nos últimos anos.

— E eu continuo achando que a maioria é assim — resmungo, amargo. — Mas a Giulia… sei lá. Ela parece diferente.

— Ela realmente fodeu sua cabeça, hein? — ele arqueia as sobrancelhas, balançando a cabeça. — Em uma noite, conseguiu desmontar toda sua teoria de macho amargurado.

— Não desmontou — rebato, soltando uma risada seca. — Só que… ela não quer nada de mim. Literalmente nada. Não ficou impressionada com meu carro, não perguntou quanto recebo, não se importou com o que eu tenho. E isso… porra, isso é excitante para caralho.

Ettore ri, aquele riso desacreditado.

— Nunca pensei que você fosse masoquista, Max.

— Nem eu — suspiro, afundando na cadeira. — E agora? Como é que conserto essa merda?

— Sei lá, porra — ele responde, dando de ombros. — Você é advogado. Usa essa lábia irritante para alguma coisa útil e tente mostrar que realmente está arrependido.

Assinto, mas sem muita convicção. Sei que a missão é quase impossível, mas também sei que preciso tentar.

Ficamos em silêncio por alguns minutos, cada um mergulhado nos próprios pensamentos. Então me lembro da conversa que estávamos tendo antes do circo pegar fogo.

— E a Liz? — pergunto, curioso de verdade. — Vai deixá-la ir para o Japão?

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