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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 114

Acordo com uma sensação de alívio misturada ao nervosismo que, nas últimas semanas, virou meu companheiro inseparável.

Alívio por conseguir chegar a tempo ontem. Se não tivesse voltado, Lorena teria jogado todo o meu trabalho no lixo…

Considerando que eu realmente não tinha feito uma cópia de segurança. Mas prefiro não pensar no que poderia ter acontecido.

O nervosismo, bem… esse é pelo dia de hoje: o lançamento da minha primeira coleção completa.

— Está sentindo esse cheiro? — meu marido pergunta, aparecendo na porta do banheiro já vestido e pronto.

— Que cheiro? — pergunto, finalizando a maquiagem.

— O cheiro do sucesso — ele sorri, me abraçando por trás.

— Muito engraçado — murmuro, mas não consigo evitar sorrir.

— Está nervosa? — pergunta, observando meu reflexo no espelho.

— Muito! Mas é um nervosismo bom. Acho.

— É sim. Vai dar tudo certo — ele beija meu pescoço antes de se afastar. — Vamos? A estrela não pode se atrasar.

— Vamos, amore mio.

No caminho para a empresa, tento me concentrar na respiração, mas meu estômago está revirado de ansiedade.

Assim que chegamos, preciso sair correndo do carro para vomitar na primeira lixeira que encontro.

— Piccola! — Ettore vem correndo atrás de mim. — Está bem?

— Estou — respiro fundo, limpando a boca. — É só nervosismo.

— Tem certeza?

— Absoluta — minto, porque não tenho tempo para estar doente hoje. — Não se preocupe.

Meu marido me encara, claramente preocupado, mas me viro e sigo para o elevador antes que ele volte a questionar.

Ao entrarmos no saguão, meu estômago dá outra volta ao ver o movimento. Jornalistas especializados, compradores, influenciadores… todos aqui para ver minha coleção.

— Vai ficar tudo bem — sussurro para mim mesma, entrando no elevador.

— Claro que vai — meu marido diz, acariciando meus dedos. — Confie no seu talento, Piccola.

— Te amo — sussurro, agradecida.

— Também te amo — responde, beijando minha testa, pouco antes de as portas se abrirem no meu andar. — Até daqui a pouco.

Assinto e finalmente saio do elevador. Caminho pelos corredores cumprimentando a equipe, que parece tão animada quanto eu estou nervosa.

Ao chegar na minha sala, encontro flores sobre a mesa.

Rosas-brancas com um cartão: “Para a designer mais talentosa que conheço. Com amor, Ettore.”

Sorrio, relaxando pela primeira vez naquela manhã.

Respiro fundo e me sento para começar a verificar tudo. Pouco depois, Giulia aparece na porta, ofegante.

— Nossa, quase perdi a hora! — ela resmunga, largando a bolsa sobre a cadeira. — Como está se sentindo?

— Bem… — respondo, sem tirar os olhos do computador. — Nervosa, enjoada. E aliviada, de certa forma. Você não vai acreditar no que aconteceu ontem…

Giulia se aproxima rapidamente, visivelmente curiosa.

Isabella hesita por uma fração de segundo antes de recuperar a pose.

— Que conversa? — pergunta, fingindo confusão.

— Isabella, vamos parar com esse joguinho — digo, revirando os olhos. — Lorena foi demitida ontem por sabotagem. E hoje, do nada, procura justamente você. Que conveniente, não acha?

— Ela só queria desabafar com alguém — responde, dando de ombros. — Aparentemente, certas pessoas adoram destruir carreiras sem pensar nas consequências.

— Certas pessoas? — repito, sentindo a irritação subir. — Lorena foi pega em flagrante tentando sabotar meu trabalho. Pela segunda vez. E agora corre direto para você?

— Liz, você está delirando — rebate, se levantando. — Acha mesmo que tenho tempo para ficar sabotando seu trabalho? Tenho coisas mais importantes para fazer.

— Tipo o quê? Bajular a Chiara? Discutir com o Giorgio no estacionamento?

— Você não sabe nada sobre a minha vida.

— Realmente. Mas sei que é patético — balanço a cabeça. — Ver uma mulher adulta se comportando como uma adolescente rejeitada. Sinto pena de você, Isabella.

— Pena de mim?

— Sim. Porque você está tão obcecada em tomar o que é meu que esqueceu de construir algo só seu — digo, já me virando para a porta. — Mas enfim, se não sabe de nada sobre a Lorena, então não temos mais o que conversar.

— Eu não escolhi nada disso — ela solta, me fazendo parar imediatamente.

— Não entendi — digo, me virando devagar para encará-la.

Ela permanece em silêncio por um momento, como se estivesse travando uma luta interna. Quando fala de novo, sua voz vem diferente. Baixa. Quebrada.

— Você acha que tive escolha? — continua, quase num sussurro. — Que escolhi ser criada para ser a esposa perfeita de um homem que sempre amou outra pessoa? Você não sabe de nada.

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