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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 106

“Liz Bianchi”

A segunda-feira chega trazendo consigo o retorno à realidade, mas, pela primeira vez em muito tempo, não sinto peso algum nos ombros.

Ontem foi perfeito. Bolonha, as memórias, a reconexão completa com Ettore… pela primeira vez em anos, acordei verdadeiramente feliz.

Entro na empresa ao lado do meu marido, nossas mãos entrelaçadas, sorrindo como dois adolescentes apaixonados.

Algumas pessoas nos observam discretamente, talvez surpresas com o fato de o CEO, geralmente mal-humorado, estar mostrando os dentes.

— Te vejo no almoço? — Ettore pergunta, quando chegamos ao meu andar.

— Claro — respondo, me virando para dar um beijo de despedida.

— Piccola — ele me chama, quando as portas começam a se fechar.

— O quê?

— Te amo — diz, com aquele sorriso que faz meu coração disparar.

— Também te amo — respondo, ainda sorrindo quando as portas se fecham.

Caminho pelos corredores do departamento de design praticamente flutuando. A semana está começando, mas sinto como se estivesse vivendo um sonho.

— Bom dia, Sra. Radiante — Giulia me cumprimenta, entrando logo atrás de mim na sala.

— Bom dia, Giu — respondo, ligando o computador ainda sorrindo.

— Nossa, você está… brilhando — ela comenta, se sentando na cadeira antes de colocar o celular sobre a mesa.

— Estou feliz.

— Muito feliz, pelo visto — ela arqueia uma sobrancelha. — O que aconteceu ontem? Você sumiu o dia inteiro.

— Ettore me levou para Bolonha — conto, sentindo o sorriso aumentar só de lembrar.

— Bolonha? Como em “onde vocês se conheceram”?

— Exatamente — confirmo. — Foi… mágico, Giu. Fomos a todos os lugares importantes, conversamos sobre tudo…

— E? — ela insiste, claramente querendo mais detalhes.

— E finalmente me sinto… livre — suspiro. — Sem mentiras, sem segredos, sem o peso do passado. Só o nosso amor, finalmente.

— Ai, que nojo — ela dramatiza, mas está sorrindo. — Vocês são patéticos. Completamente patéticos.

— Ciúmes?

— De vocês dois sendo melosos? Jamais — ela responde, mas o celular começa a tocar sobre a mesa.

Ambas olhamos para a tela e não consigo conter o sorriso ao ver o nome piscando: “Max idiota”.

Giulia rapidamente rejeita a chamada, mas não antes de eu ver seu rosto corar.

— Interessante — comento, me recostando na cadeira com um sorriso malicioso.

— O que é interessante? — ela pergunta, tentando soar casual.

— O fato de você ter o número do Max salvo, sendo que o excluiu na minha frente — provoco. — E o fato de ter ficado vermelha quando viu o nome dele.

— Não fiquei vermelha! — exclama, mas as bochechas coram novamente.

— Ficou, sim! E por que rejeitou a ligação tão rápido? Se ele realmente não significa nada…

— Porque não quero falar com ele — ela corta, desviando o olhar.

— Mentirosa — digo, me inclinando para frente. — Você está nervosa porque ele está insistindo. E uma parte de você quer atender.

— Você está…

— Cala a boca — ela rebate, mas não consegue esconder um pequeno sorriso.

O resto da manhã passa rapidamente entre projetos e reuniões. Durante a tarde, Ettore aparece na porta da minha sala, exatamente no horário marcado.

— Vamos? — pergunta, apoiando-se no batente.

— Sim — respondo, desligando o computador antes de sairmos.

No caminho para o hospital, conto sobre a situação da Giulia e do Max. Ettore ri quando descrevo a reação dela ao ver a ligação dele.

— Ele está realmente tentando — comenta, sem tirar os olhos da estrada. — Pediu minha opinião sobre como conquistar uma mulher teimosa.

— E o que você disse?

— Que insistência e sinceridade são fundamentais — responde, sorrindo. — E que algumas mulheres valem qualquer esforço.

— Algumas? — estreito os olhos para ele, fingindo indignação.

— Uma em especial — corrige, beijando minha mão.

Quando chegamos ao hospital e começamos a subir, uma sensação estranha se instala no meu peito. Uma mistura de ansiedade e expectativa que não sei bem como explicar.

— Está tudo bem? — Ettore pergunta, notando minha hesitação.

— Sim, só… é a primeira vez que você vem comigo — explico. — É importante para mim.

— Para mim também — ele responde, apertando minha mão.

Caminhamos pelo corredor familiar até o quarto da minha mãe. Quando empurro a porta, meu coração quase para.

Há alguém em pé, em frente à janela, ao lado da cama dela. Uma pessoa que reconheço imediatamente, mesmo de costas.

— O que você está fazendo aqui? — pergunto, sem esconder minha surpresa.

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