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Cinzas de um Amor Que Você Matou romance Capítulo 93

Tainá achou que Mário realmente estava perdendo o controle aos poucos...

Ao menos deveria esperar Natália terminar de falar.

Interrompendo com frequência e de maneira muito dominante, nem mesmo dando a Natália tempo para respirar, talvez ele só quisesse evitar que ela pensasse muito no assunto.

Queria "pressioná-la", mas, ao mesmo tempo, fazia o possível para se controlar.

Pensando nisso, Tainá disse: — Por que a pressa toda, Sr. Mário? Deixe a Nati terminar de falar. E mais, um divórcio não se decide num piscar de olhos, jogando tudo para o alto sem ligar pra nada, não é?

A lógica de Tainá era sensata; o rompimento conjugal envolvia aspectos profundos de raízes sentimentais fixadas durantes convívios ao largo e além da partilha crua do abandono de riquezas materiais do inventário e pecúnias dispostas ao desapego.

Não era como jogar videogame, onde se pode simplesmente sair quando não se está feliz, ignorando o que os outros pensam.

As afirmações de Tainá pareciam ter trazido um pouco da sanidade de Mário de volta, mas ele continuou olhando para Natália: — Diga.

Natália baixou o olhar, na verdade, estava incerta de como começar.

Especialmente diante da dor que Tainá sentia por ela, além da raiva, e também pela pressa de Mário.

Na essência, tudo se dava porque eles se importavam com a amiga de infância, mas ela, ao agir com tanta "hesitação e indecisão", sentia-se culpada em relação a eles.

Vendo Natália agir assim, parecia que ele a tinha assustado.

Mário franziu severamente o cenho, só então percebendo o quão dominante e "impositiva" fora a sua fala, assemelhando-se até a como lidava com assuntos de trabalho.

Propondo planos, ditando ordens, exigindo respostas.

De repente... ele se sentiu extremamente culpado.

Extremamente arrependido.

Anteriormente, ele até comentara com Natália que seria errado se eles, como amigos, a "obrigassem" a se divorciar.

Ninguém poderia decidir por ela.

Ninguém tinha o direito de dizer ou forçar Natália, ditando que ela precisava se divorciar só porque o marido a tratava mal.

Que, se não se separasse, seria uma covarde ou uma grande idiota.

Ninguém... ninguém tinha o direito de agir dessa forma.

Agir assim era absolutamente errado.

Com que autoridade decidiam pelos outros?

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