Nas palavras de Tainá, eram todas raposas velhas de mil anos, então por que fingir inocência?
Aproveitando a oportunidade, Fernanda entrelaçou seu braço no de Natália:
— Vamos lá também.
Natália assentiu.
Fernanda caminhou à frente com Natália e foi a primeira a falar:
— Também faz muito tempo.
Melissa acenou com a cabeça e deu um sorriso leve.
Em seguida, ela olhou para Natália, mas justo quando ia abrir a boca, Natália se antecipou:
— Há quanto tempo, Melissa.
Melissa fechou a boca entreaberta, apertando os lábios:
— Há quanto tempo. Desculpe causar problemas a você.
Aquela frase foi mais um xeque-mate direto.
Era difícil para Natália responder.
Felizmente, Mário roubou a palavra novamente.
Sem esperar que Natália respondesse, ele disse:
— O acidente de Fábio é muito lamentável. Você precisa cuidar especialmente da sua saúde, cuidar bem de si mesma. Meus pêsames.
Aquelas palavras forçaram Melissa a esconder o sorriso; seu rosto assumiu uma expressão sombria e triste, e as lágrimas rolaram instantaneamente, enquanto ela soluçava:
— Obrigada.
Mário a encarou, porém com um olhar avaliador, e acrescentou:
— Não há de quê, é o mínimo.
Logo em seguida, ele emendou rapidamente:
— Eu pensei que você estaria afogada em tristeza, não imaginava que fosse tão forte. Isso realmente me enche de admiração.
Ao terminar de falar, Mário desviou o olhar para o rosto de Sérgio.
O nível daquela indireta foi altíssimo.
Os olhos de Sérgio escureceram, e ele retrucou com desagrado:
— Que tipo de coisa é essa para se dizer? Por acaso você queria que a Melissa estivesse afogada em tristeza? Ela carrega um filho no ventre! Ela é muito corajosa!
Mário sorriu:
— Foi exatamente isso que eu quis dizer.
Sérgio fechou a cara.

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